Edição: segunda-feira, 12/03/2018
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  Geral

Guarda Civil já planeja cinoterapia em novos locais

Grupamento de Ações com Cães está acertando últimos detalhes para iniciar o trabalho em mais um lar de acolhimento de idosos e em CEIs


 A alegria que os cães do canil municipal proporcionam durante o trabalho de cinoterapia vai alcançar mais idosos e crianças. O Grupamento de Ações com Cães da corporação está acertando os últimos detalhes para iniciar o serviço em mais um lar de acolhimento, a Recanto da Terceira Idade, e está planejando levar os animais para Centro de Educação Infantil (CEI). Hoje, dois outros lares e o Centro de Terapia Oncológica (CTO) já recebem visitas dos cães semanalmente.

No Lar Manzini e Despertar, a cinoterapia acontece segundas e quartas. No CTO, a atividade já ocorre de maneira fixa desde maio do ano passado, quando o projeto foi efetivado pela Guarda Civil. Para continuar a expandir o serviço, a corporação está conversando com a direção do Recanto para definir questões como dia, horário e em qual espaço a ação vai ocorrer.

“A cinoterapia é projeto voltado para o bem-estar das pessoas. São dois cães que levam alegria para aqueles que têm contato com o cão, sejam pacientes em tratamento, sejam idosos que precisam de acolhimento, sejam crianças de creches. É um trabalho que dá muito orgulho para a Guarda porque vemos no rosto de cada pessoa como a presença dos animais faz a diferença”, afirma o comandante da Guarda, Jeferson Calomeni.

Um dos cães é a golden retriever Lola, de sete anos. Até maio do ano passado, ela ia eventualmente ao CTO. Depois, ela passou a ir toda semana. Em novembro, ela ganhou a companhia do american pitbull terrier Ganny, que passou a receber treinamento para fazer o contato com o público. Agora, ambos vão juntos aos locais já atendidos e também irão para os novos locais.

“Nós já tínhamos a Lola na cinoterapia e agora o Ganny. A vinda dele para este serviço é justamente para mudar essa ideia de que o cão é violento. Em São Paulo, há cinoterapia com pitbull e é um verdadeiro sucesso. E o Ganny está se demonstrando com um perfil bastante interessante para isso”, explica o coordenador técnico do canil da Guarda, Leandro Lopes.

A importância da cinoterapia

Os ganhos para quem tem contato com os cães são visíveis. A autoestima de pacientes é elevada e isso contribui com tratamento, por exemplo. Tanto que o CTO vai realizar um estudo para avaliar de que forma o uso dos cães ajuda na luta contra a doença e quais são os benefícios do trabalho. Nos lares de idosos, os animais ajudam a acalmar os acolhidos.

“Os dias que os cães são trazidos para cá são os em que eles dormem melhor. Eles ficam muito alegres e isso se reflete em noites mais com maior tranquilidade”, conta a diretora do Lar Manzini, Cátia Manzini.

No ano passado, também foi feita experiência de levar a cinoterapia para o Centro de Educação Infantil Oswaldo Cruz, no Quarteirão Ingelheim. A intenção do trabalho dos cães com crianças é gerar maior sociabilidade e ajuda a melhorar o relacionamento entre elas e com os adultos. Os animais também ajudam a aumentar a segurança, diminuir a ansiedade, aflorar as emoções e ainda ensina a respeitar limites.

Esse trabalho é apenas uma das funções desenvolvidas pelo canil da Guarda. O espaço abriga seis cães que fazem detecção de drogas e armas e dois para manter a ordem em público. Outros quatro filhotes estão sendo preparados para serviços, sendo dois deles adestrados para fazer resgates. O canil é mantido com a colaboração de parceiros, que fazem o adestramento dos animais e treinamento dos guardas, atendimento veterinário e doação de alimentos e medicamentos. São 11 agentes os responsáveis pela manutenção do canil.

“A importância do canil para a cidade é muito grande, não apenas pelo lado social da cinoterapia, mas também contribuindo para a segurança do município, dando tranquilidade em eventos e ajudando para detecção de drogas. E em breve, os cães também vão passar a fazer resgates em escombros”, ressalta Calomeni.

 



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