Edição: terça-feira, 13/02/2018
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  Saúde

Hipocondria: a “mania de doença”

Conheça as principais características que identificam tal transtorno

Vitor Garcia - vitorgarcia@diariodepetropolis.com.br


 Quase todo mundo conhece uma pessoa que tem “mania de doença” ou “mania de remédio”. De acordo com a psicologia, a Hipocondria é uma preocupação mórbida com o estado da saúde, incluindo crenças infundadas de má saúde. Quando severa, causa incapacitação, sendo classificada como um transtorno mental. Diante disso, o recomendável é que seja realizado um acompanhamento e tratamento junto a um profissional especializado.

De acordo com a psicóloga Clarrisa Piccoli, esse transtorno é denominado como Sintomas Somáticos.


 - É um medo e preocupação excessiva que determinado indivíduo apresenta em relação à sua saúde ou de estar com alguma doença grave. Para que seja confirmado tal transtorno é necessário que algumas características persistam por pelo menos seis meses. Nesse caso, a pessoa estará sofrendo interferências, que dificultam a vida social e ocupacional, com a garantia médica de que não há qualquer distúrbio físico – explicou.

Questionada sobre os principais sintomas apresentados pelos pacientes, Clarissa detalhou os mais comuns.

- O medo de estar com uma doença grave, a procura por médicos com frequência para a realização de exames, aferições constantes de pressão arterial e batimentos cardíacos. Além disso, se algumas pensam que estão com uma determinada doença ou sentem algum sintoma, procuram imediatamente por mais informações sobre os mesmos em sites, blogs, livros etc.

Estudos ainda não identificaram a porcentagem de pessoas hipocondríacas no Brasil e no mundo. Entretanto, Clarissa aponta a procura por tratamentos relacionados ao problema em seu consultório, em Petrópolis.

- O que tenho observado hoje é que em média 20% dos meus pacientes apresentam as características da hipocondria, que pode ser tratado com psicólogos e/ou psiquiatras.

O tratamento é psicoterapia juntamente com o uso de fármacos (medicamentos específicos para cada caso, que será prescrito pelo psiquiatra).

- O ideal é passar por uma avaliação, para que o especialista entre com medicamentos que vão atuar na situação específica. Tudo isso é associado ao acompanhamento psicológico, por vezes sendo indicada a terapia ocupacional – concluiu.

 

 



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