Edição: segunda-feira, 11/06/2018
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  Política

Hugo Leal confirma pré-candidatura à reeleição

Deputado do PSD reforça suas principais bandeiras: recursos e defesa da cidade no Congresso

Philippe Fernandes

 

O deputado federal Hugo Leal confirmou: será candidato à reeleição pelo Partido Social Democrático (PSD). Tendo em Petrópolis a sua principal base eleitoral, Leal concedeu uma entrevista ao Diário de Petrópolis e falou sobre os principais pontos que pretende defender. O parlamentar disse que Petrópolis vai continuar no foco de suas ações, caso seja reconduzido ao cargo.

Hugo Leal diz que a prioridade para a próxima legislatura será a continuidade de uma ação que já vem sendo desenvolvida: a destinação de recursos para a cidade por meio de emendas parlamentares, principalmente na área da saúde. Em três mandatos, mais de R$ 20 milhões foram aplicados em investimentos do município após emendas enviadas pelo parlamentar.

- Vamos continuar priorizando a cidade de Petrópolis. Preciso retribuir essa confiança que a população tem prestado. Costumo sempre dizer que o meu mandato independe de quem está à frente da Prefeitura. Se o prefeito é aliado ou adversário, não interessa, o que eu peço é que ele não crie um embaraço para que esses recursos possam ser aplicados. Já tive experiência com o Rubens [Bomtempo], com o Paulo Mustrangi e agora com o Bernardo [Rossi], e até agora isso tem acontecido – disse.

Entre os recursos injetados na cidade, o deputado destaca a vinda de insumos básicos para o atendimento de pacientes e a compra do aparelho de ressonância magnética que funciona no Hospital Alcides Carneiro, além da liberação de verbas para abertura e reformas de postos de saúde e investimentos nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e no Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE).

Outras áreas também estão no radar do pré-candidato. Uma das principais bandeiras defendidas pelo coordenador da bancada fluminense na Câmara é a fiscalização da Concer. Leal também quer retomar as obras de Nova Subida da Serra, e acredita que o melhor caminho para isso é uma nova licitação.

- Cumpri todas as etapas possíveis e imagináveis: TCU, Ministério Público, PPI, Ministério dos Transportes... Agora, a idéia é preparar o processo licitatório e no ano que vem realizar a licitação, para outra empresa assumir no ano que vem. E a melhor idéia é uma nova licitação. Eu briguei o tempo todo por isso, era isso que eu queria. Não queria a prorrogação, briguei contra, achei um absurdo. Estamos sofrendo tanto esses anos todos e teríamos que prorrogar algo que a gente não concordava? – questionou, citando, ainda, o alto valor do pedágio.

Para o deputado, o fundamental agora é garantir que a obra seja executada no prazo mais curto possível.

- O principal é acabar a obra. O primeiro ponto é esse: que até 2021 a obra já tenha sido encerrada. Ninguém agüenta mais. A gente não pode pagar o preço de pedágio pra ter essa estrada. A gente imagina que até setembro o Governo Federal termine os estudos e coloque o edital “na rua”, licitando no ano que vem. E a Concer? Se Deus quiser, ela vai embora. Aí podem dizer: “o contrato atual vai até 2021”. O que eu sugiro é que a Concer se entenda com a nova licitante, que pode acabar assumindo a obra antes – acredita.

O congressista criticou a Concer, dizendo que a empresa foi “reincidente em vários equívocos” e citando problemas envolvendo a Triunfo.

Os desafios da eleição

Essa eleição será diferente de 2014, quando os mandatos dos deputados federais foram renovados pela última vez. O financiamento de campanha agora está vedado às empresas privadas e a duração será mais curta – apenas 45 dias. Na avaliação de Hugo Leal, a campanha terá novos desafios. O congressista avalia que o fundo partidário tem um lado positivo, pois cria um vínculo maior entre os partidos e os candidatos.

- Sem as doações de empresas, a campanha fica mais independente. As doações de pessoas jurídicas tinham o seu grau de importância, mas acho que isso foi superado e foi nocivo. Acho que a questão do fundo partidário é positiva, pois cria laço mais forte entre partido e candidato. Ele vai se sentir mais responsável pela campanha e pelas teses que o partido defende, e a dependência não vai ser vinculada às empresas. Vai ser uma eleição diferente – disse.

Além dessas mudanças, a campanha para o deputado será diferente por outra razão: agora, ele está em um novo partido, o PSD. A legenda terá chapa completa na disputa pela Câmara dos Deputados, com quatro deputados que disputam a reeleição (também pretendem renovar os mandatos Marcelo Mattos, Alexandre Serfiotis e Arolde de Oliveira) e outros nomes conhecidos do eleitor, como os deputados estaduais Zaqueu Teixeira e Pedro Augusto; o ex-prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso; e a ex-deputada Andréa Zito. A expectativa é de que o partido consiga eleger de cinco a sete deputados.

- A chapa de deputados federais não vai nem precisar coligar, a não ser que seja para fortalecer a majoritária. O partido está fortalecido para a Câmara, com quatro deputados federais de mandato e dois estaduais. São pelo menos 15 nomes que estão com disposição para disputar, além de outras pessoas, que estamos estimulando – informou.

O partido terá candidato próprio a governador, o deputado Índio da Costa. Na última pesquisa, feita pelo Instituto Paraná em parceria com o Jornal do Brasil, o ex-secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação da Prefeitura do Rio apareceu com 8,8% das intenções de voto, embolado na disputa por uma vaga no segundo turno.

O PRB, do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, já fechou apoio ao deputado, que busca agora alianças com o PSDB (que não tem candidatura própria e busca um palanque para a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin) e o PPS (que tem como pré-candidato o diretor-executivo da ONG Viva Rio, Rubem César Fernandes).

- O PRB já fez essa opção, já definiu, e temos um diálogo muito próximo com o PSDB e com o PPS, a ser consolidado, principalmente por causa do desdobramento nacional. Eu entendo que esse campo pode se juntar, discutir em torno de uma candidatura. Pra mim, o mais preparado, o mais objetivo tem sido o Índio, que tem dito a que veio. Estamos dialogando em várias frentes - disse Leal, destacando que "muitas surpresas" irão ocorrer até o prazo limite das convenções partidárias.



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