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  Geral

Impactos da reforma da Previdência sobre os idosos

Daniela Curioni – especial para o Diário

A aprovação da reforma da Previdência foi apresentada nesta quarta-feira (7), depois de uma série de idas e vindas, uma nova versão do projeto deverá ser votada até o final de fevereiro. A aprovação da reforma acarretará uma transformação social preocupante para os brasileiros com mais de 60 anos de idade. Pois a proposta do governo federal é de estabelecer uma idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 para mulheres, além de 40 anos de contribuição para ter direito ao benefício integral. O grande dilema é se haverá mercado de trabalho para aqueles que possuem mais de 55 ou 60 anos.

Pela realidade atual do país, muitos idosos sofrem preconceito ao procurar trabalho e também enfrentam a dificuldade de conseguir um salário que corresponda a sua experiência profissional.

O envelhecimento gradual da população brasileira é uma realidade, que não podemos ignorar,  no entanto,  o desafio será ter um projeto para conseguir espaço profissional para os idosos, lembrando que o país vive uma  grave crise quando o assunto é emprego, que atinge trabalhadores de todas as idades e classes sociais.

Outra questão difícil de encontrar o resultado é a do plano de carreira mais longo,  para que os trabalhadores consigam se manter no mercado de trabalho até os 62 ou 65 anos.

Isso porque, a partir de uma certa idade e tempo de empresa a carreira fica vulnerável. No Brasil, os idosos são vistos como trabalhadores menos produtivos e mais caros, porque têm salários maiores. Com isso, muitos acabam optando pela informalidade e tendo mais dificuldade em sobreviver, pagar as contas e até contribuir com a Previdência Social.

Apesar do rápido aumento do número de idosos nos últimos anos, o país não está preparado para o envelhecimento da população. As empresas não estão preparadas para empregar pessoas mais idosas. Na questão de saúde existe outro problema, com falta de leitos, filas gigantes para procedimentos cirúrgicos, além dos altos preços de planos de saúde para aqueles que passam dos 50 anos.

 Economistas chamam a atenção que se nada for feito de imediato, crescerá ainda mais a população sem trabalho e sem aposentadoria, pois não consegue uma colocação no mercado de trabalho, e nem tem os requisitos necessários para se aposentar.  E com o possível aumento da idade mínima para se aposentar, fatalmente essa população terá um aumento significativo, o que aumentará também as dificuldades e a miséria.

- Precisamos com urgência refletir sobre esse assunto. Em poucas décadas, o Brasil se tornou um país de idosos, hoje com mais de 20 milhões de pessoas nessa condição. Todos seremos idosos um dia. O que estamos fazendo em prol dessa população? Acertada ou não a medida da idade mínima, seria sensato que, junto com a proposta de reforma previdenciária, o Governo apresentasse uma política para a população idosa. Do contrário a reforma da Previdência  ocasionará uma transformação social preocupante, comenta o economista Leonardo Leite.

Faltando cinco anos para se aposentar, a vendedora Maria de Lourdes, 60 anos, diz estar preocupada com o que pode acontecer com ela.

- Com essa reforma, acho que só vou ter a minha previdência no céu, lamenta a vendedora.

 Severino Lima, 74 anos, aposentou-se aos 65 anos, e diz que a situação atual do trabalhador é muito difícil.

- Os trabalhadores precisam fazer manifestação, pois, se ficarem quietos, as coisas ficarão cada vez piores. Desse jeito, os trabalhadores só vão se aposentar quando estiverem morrendo. Isso, se conseguir, desabafa o aposentado.

A gerente administrativa Simone Oliveira, de 59 anos, e 35 anos de contribuição, entrou com o pedido de aposentadoria antecipada.

- Eu ouvi falar que o governo ia mudar a idade mínima para se aposentar e corri para resolver. Só não quero contribuir mais tempo para um beneficio que nem sei se vou conseguir.



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