Edição: sexta-feira, 09/03/2018
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  Segurança

Intervenção na Segurança do Rio: comissão externa define plano de trabalho



 A Comissão Externa para acompanhar o planejamento, execução e desdobramentos da intervenção federal na Segurança do Rio de Janeiro (Cexinter) realizou sua primeira reunião na noite da ultima  terça-feira  (6), na Câmara dos Deputados, para definir seu plano de trabalho.  “É essencial que, neste momento tão difícil que o Rio de Janeiro enfrenta na Segurança, o Congresso esteja atento a todos os passos da intervenção, para acompanhar e também auxiliar no que for necessário”, afirmou o deputado federal Hugo Leal (/PSBRJ), coordenador da comissão e autor do requerimento para a instalação do colegiado.

Na reunião, Hugo Leal informou que já marcou um encontro da comissão com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, já nesta sexta. "O ministro Jungmann já estava acompanhando os problemas da segurança do Rio como ministro da Defesa e poderá nos dar mais informações sobre o que levou a intervenção e dar um panorama do que está sendo planejado também no âmbito do novo ministério", acrescentou o coordenador da Cexinter. as primeiras ações

A relatora da comissão, a deputada Laura Carneiro (sem partido/RJ) elencou as prioridades do roteiro de trabalho da comissão. Os deputados da comissão - são 28 no total - devem ouvir já na semana que vem o interventor federal, general do Exército Walter Souza Braga Netto, e o novo secretário de Segurança do estado, general Richard Fernandez Nunes  Devem ser ouvidos também membros do Tribunal de Contas da União (TCU), que criaram processo de acompanhamento dos gastos com a intervenção. A Ordem dos Advogados (OAB) e a Defensoria Pública da União criaram fóruns para acompanhamento da garantia de direitos da população e também serão ouvidas pelos deputados. O relatório deve ser apresentado até 1º de dezembro.

Membro da Comissão, o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) afirmou que o grupo poderá dar contribuição para que o problema seja resolvido e não apenas diminuído. O socialista pediu que fosse acrescentado contato com o Ministério Público Federal (MPF). “Qualquer denúncia de eventuais abusos ou excessos devem ser feitas ao MPF, porque a intervenção é uma ação do Governo Federal. Podemos avaliar uma forma de facilitar esse processo”, justificou. Molon sugeriu que o colegiado tenha um espaço no Rio de Janeiro para realizar reuniões e receber todas as pessoas que serão escutadas. Hugo Leal sugeriu que os encontros no estado ocorram de 15 em 15 dias. Por sugestão da deputada Laura Carneiro, esse espaço deve ser na Câmara de Vereadores do Rio. A próxima reunião da Comissão Externa na Câmara ficou marcada para 13 de março, às 18h.

Por Assessoria Rio



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