Edição anterior (1154):
domingo, 07 de janeiro de 2018
Ed. 1154:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1154): domingo, 07 de janeiro de 2018

Ed.1154:

Compartilhe:

Voltar:


  Colunistas
José Luiz Alquéres
COLUNISTA

 

 

COMO VOTAR BEM

Na vida típica vida acadêmica, o estudante que quer ser aprovado, seja na escola ou na universidade, precisa se dedicar. Para garantir boas notas ele(a) precisa assistir as aulas, ler o material recomendado pelos professores, fazer os exercícios necessários, interagir com os colegas, estudando, tirando dúvidas,... Alguns alunos podem vir também precisar de aulas particulares quando tem dificuldades específicas com alguma matéria. E mesmo que se dediquem desta forma, alguns alunos não terão o sucesso pretendido.

Eu utilizo esta metáfora para dizer que há situações em que muitas vezes, a despeito do esforço que empregamos, não se acerta de primeira. Precisamos ir aprendendo com a experiência.

Neste ano que se inicia teremos a aguardada Copa do Mundo de futebol, que (quase) todo brasileiro ama. A seleção do técnico Tite parece bem preparada e é certo que teremos grandes emoções. Contrariando muita gente, porém, eu ousarei dizer que 2018 será um ano sobretudo político. Mais do que nunca estará em pauta a velha questão: o brasileiro sabe votar?

É comum culparmos os maus políticos por tudo de ruim que nos ocorre e, por extensão, transferir a culpa aos eleitores que os conduzem para esses postos. Cabe então a pergunta: será possível ensinar as pessoas a votarem bem? É válido pensar que isso é impossível quando notamos que mesmo os países considerados desenvolvidos, com alto nível de educação, tais como Itália e Estados Unidos, elegem políticos controversos – Berlusconi, um populista, cartola do futebol, enrolado com a Justiça e Donald Trump, apontado como radical de direita, adepto do discurso da raiva e da política da força antes do diálogo, respectivamente. Na realidade, desde que os homens passaram a viver em agrupamentos maiores que suas grandes famílias de origem – em tribos, povos, nações – o problema da escolha de um governante se apresenta.

Manda o mais forte? Manda o "ungido" por Deus? Manda aquele que compra corruptamente ou por chantagem emocional o voto – ou, de outra forma, ganha o honesto, virtuoso e competente capaz de implantar boas soluções?

Uma vez eleito, ainda que com desempenho razoável, será que o político não fica seduzido pela oportunidade de se perpetuar no poder, assegurando posições e vantagens para os seus próximos? Haverá realmente quem se disponha a servir legitimamente ao povo e não dele se servir?

Precisamos estudar os candidatos e suas vidas. Precisamos também estudar e debater com quem tem experiência para votarmos melhor. Porém, não acaba aí a nossa tarefa de eleitor. Não bastará apenas comparecer para votar no dia de eleições e dar o trabalho por encerrado ali.

É essencial que não deleguemos “para cima” nossos poderes de cidadão. Temos que nos habituar a acompanhar e cobrar desempenho dos nossos representantes. É preciso participar da chamada vida política, acompanhando aqueles que nos governam pelas redes sociais ou por outros meios legais a que tenhamos acesso.

A essência da política é criar os meios para que o governante, dentro das condições que recebe o governo, exerça o seu mandato com honestidade, competência, olhando os interesses imediatos dos eleitores sem descuidar de construir melhores condições para o futuro.

Para ajudar este processo de votar melhor, nossos artigos do ano que agora se inicia vão falar de política. Inicialmente, com um histórico do que propõe alguns pensadores e doutrinas políticas. Depois, com uma análise da nossa realidade.

Queremos com isso provocar uma reflexão organizada que ajude a eliminar o voto no mais bonzinho, no mais simpático, etc. e que se procure votar naquele que realmente for o melhor para o país .

Sempre saberemos que neste processo não existem certezas absolutas e quem já votou algumas vezes certamente já ficou muito decepcionado. É preciso enfatizar, no entanto, que o direito de buscar acertar e de aprender com a experiência é que deve nos conduzir neste campo.

No passado nossos pais e avós lutaram para que tivéssemos o direito democrático de votar. Vamos cumpri-lo da melhor forma possível!



Edição anterior (1154):
domingo, 07 de janeiro de 2018
Ed. 1154:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1154): domingo, 07 de janeiro de 2018

Ed.1154:

Compartilhe:

Voltar:


Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior