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  Geral

Lava Jato:

PF cumpre mandado de busca e apreensão no Cuiabá

Operação fez parte da 51ª fase da Lava Jato; atuação atingiu ex-diretor da Petrobras

Philippe Fernandes

A Operação Lava-Jato entrou na sua 51ª fase nesta terça-feira (8). A Polícia Federal mobilizou 80 policiais, que cumpriram 23 ordens judiciais nos estados do Rio, São Paulo e Espírito Santo. Uma atuação aconteceu na cidade de Petrópolis: o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência de Mário Ildeu de Miranda, ex-executivo da Petrobras. A nova fase da operação investiga propinas da ordem de R$ 200 milhões ao MDB, ao PT e ex-funcionários da Petrobras, por fraudes em contratos no exterior. Ao todo, foram seis mandados de prisão.

Em Petrópolis, o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva, expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro, aconteceram no condomínio Vale Verde, no Vale do Cuiabá, onde Mário Ildeu de Miranda tinha residência. O objetivo foi coletar provas referentes aos crimes de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro, associação criminosa, evasão fraudulenta de divisas, além de crimes antecedentes à lavagem de dinheiro.

O mandado previu a apreensão de registros e livros contábeis, recibos, agendas, ordens de pagamentos e documentos relativos à abertura e movimentação de contas no Brasil e no exterior, bem como anotações e documentos referentes ao recebimento de propinas a agentes públicos e contratos de prestação de serviços com empresas fornecedoras da Petrobras ou da administração pública.

O documento também pediu o recolhimento de mídia eletrônica, como HDs, laptops, pen drives, smartphones e arquivos eletrônicos. Além disso, ficou autorizado o acesso a dados, arquivos eletrônicos e mensagens armazenadas nos computadores e dispositivos eletrônicos que forem encontrados, assim como o arrombamento de cofres no caso de não haver a abertura espontânea. 

Propinas podem chegar a R$ 200 milhões 

A nova fase da Operação Lava Jato investiga se US$ 54,5 milhões (cerca de R$ 200 milhões), de um contrato de US$ 825 milhões envolvendo Petrobras e Odebrecht, tiveram como destino propinas pagas a executivos da estatal e a partidos políticos. O contrato suspeito previa a prestação de serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, elaboração de estudo, diagnóstico e levantamentos nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde em nove países, além do Brasil.

Entre os investigados estão os ex-integrantes da área internacional da Petrobras Aluísio Teles Ferreira Filho, Rodrigo Zambrotti Pinaud e Ulisses Sobral Calile. Segundo os investigadores, com a ajuda de operadores financeiros, cerca de US$ 24 milhões tiveram como destino contas de agentes públicos ligados à Petrobras. Mais US$ 31 milhões teriam como destino pessoas que se diziam intermediários de políticos ligados ao MDB. Há, ainda, a suspeita de que o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tenha recebido parte dos recursos.

De acordo com o delegado da Policia Federal Igor Romário de Paula, foram cumpridos os 17 mandados de busca. Dos mandados de prisão, foram cumpridos três preventivas e uma temporária. Há ainda uma preventiva em aberto porque o investigado está no exterior – embora ainda não seja considerado foragido.

(Com informações da Agência Brasil)



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