Edição: sábado, 07/04/2018
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  Economia

Mais de um terço das consultas ao SPC apresentam restrições

 Índice de inadimplência cresceu 10,6% em Petrópolis, nos últimos seis meses, de acordo com a CDL

Philippe Fernandes, com informações da Agência Brasil

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que o endividamento das famílias brasileiras aumentou pela primeira vez do ano em março, alcançando o índice de 25,2%. Em Petrópolis, o cenário é parecido: nos últimos seis meses (entre outubro de 2017 e março de 2018), houve um aumento de 10,6% na inadimplência, na comparação com o mesmo período do ano passado. Além disso, entre todas as consultas feitas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) na cidade, 35,08% apresentaram algum tipo de restrição.

Na opinião do presidente da CDL Petrópolis, Luiz Felipe Caetano da Silva e Souza, os dados podem refletir os gastos de fim de ano, mas são preocupantes.

- A pesquisa da CNDL mostra que o índice de endividamento das famílias subiu pela primeira vez no ano. É verdade que pode refletir ainda os gastos de fim de ano, mas o fato é que a crise persiste e infelizmente a recuperação ainda é lenta. Vamos esperar que o quadro se modifique e as famílias consigam honrar seus compromissos – afirmou.

No país, o percentual das famílias que não têm condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso - ou seja, que permaneceriam inadimplentes – passou de 9,7%, em fevereiro, para 10% em março, apresentando queda em relação aos 10,4% de março de 2017.

O estudo aponta, no entanto, que a proporção de famílias endividadas se manteve estável nos 61,2% de fevereiro, o mesmo não acontecendo quando a comparação é com março do ano passado, com o indicador subindo 0,4 ponto percentual.

Depois do cartão de crédito, responsável pelos 76,4% do endividamento das famílias, vêm os carnês, com 16,6% e, em seguida, o crédito pessoal, que responde por 10,4% do endividamento familiar.

Os dados da CNC indicam, ainda, que a proporção das famílias que se declararam muito endividadas também aumentou em relação a fevereiro, passando de 13,6% para 14,1% do total de entrevistados, uma alta de 0,5 ponto percentual. Já na comparação anual, houve queda de 0,6 ponto percentual nesta proporção dos muitos endividados.

Já do ponto de vista do prazo do endividamento, o tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas ficou, em março, em 64,4 dias, inferior aos 64,8 no mesmo período do ano passado.



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