Edição: segunda-feira, 12/02/2018
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  Carros

Mercado de seminovos ainda sente efeitos da crise

No começo do ano, as vendas ainda estão abaixo das expectativas, de acordo com lojistas

Philippe Fernandes


 Apesar de surgirem os primeiros sinais de superação da crise econômica no país, o processo de recuperação ainda é lento e alguns setores ainda sentem os efeitos da recessão. Um destes setores é o de venda de veículos seminovos. De acordo com dados do Detran, os números de transferências de propriedade dos veículos – que podem medir, em parte, a movimentação do mercado – em janeiro apresentaram estabilidade, em relação ao primeiro mês do ano passado: foram 1.287 transferências, contra 1.207 em janeiro de 2017, perfazendo um aumento de 6%.

A sensação geral dos comerciantes da área, ouvidos pelo Diário, é de que o ano começou “devagar” para o setor. Gerente de vendas de uma loja localizada na Avenida Barão do Rio Branco, Alexandre Canedo explicou que a luta atualmente é para conseguir equilibrar os custos da loja e o volume de vendas.

- Começamos o ano devagar, abaixo das nossas expectativas. No atual momento, se a gente conseguir empatar está bom. Será mais um ano de lutar para sobreviver. Os custos de aluguel subiram, as despesas aumentaram e a margem de lucro não aumentou na mesma velocidade – afirmou Canedo, explicando que “o segredo para a venda”, no setor de seminovos, é “comprar bem” os veículos.

Para Fernando Gomes, gerente de uma loja de seminovos de Corrêas, este ano será um pouco melhor do que o ano passado, mas com resultados ainda abaixo do que seria o ideal.

- Em janeiro as vendas foram mais ou menos... Estamos no início de ano, acho que isso é coisa do mercado mesmo, mas acredito que neste ano será melhor. O mercado está lento, devagar. Acredito que isso é por conta da crise ainda, especialmente no estado do Rio, que está completamente falido. Mas a nossa expectativa é de que neste ano a coisa comece a melhorar – afirmou Gomes.

Indicador

Assim como no mercado de veículos zero quilômetro, Petrópolis se destaca quando o assunto é a venda dos carros usados. Há outros fatores incluídos nos dados de transferência de veículos, mas o comércio é o principal deles. Segundo o Detran, Petrópolis é a sexta cidade com maior índice de transferência, ficando à frente de municípios como Campos dos Goytacazes, Volta Redonda e atrás apenas de cidades da Região Metropolitana.

Assim como ocorre com as primeiras licenças, a capital do Estado é responsável por quase metade das transferências: 21.420 das 46.367. Em seguida, bem abaixo, vem São Gonçalo, com 1.998; Niterói, com 1.744; Nova Iguaçu, com 1.714 e Duque de Caxias, que teve 1.637 transferências no primeiro mês de 2018.



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