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quarta-feira, 11/01/2017
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Mercado imobiliário começa ano com otimismo

Eric Andriolo


O ano de 2016 foi complicado para mercado imobiliário de Petrópolis, segundo os corretores da cidade. A tendência do ano foi a renegociação de preços, com muitos proprietários concordando em abaixar preços de aluguéis ou em não reajustar os valores. O ano de 2017 já começa com proprietários cedendo para manter os imóveis ocupados.


- Nada está acontecendo com facilidade. Tudo é bem negociado – disse Jairo do Carmo Machado, presidente da Associação dos Corretores de Imóveis de Petrópolis (Ascip). Ele diz que essa é uma tendência que começou em 2015, mas se acentuou em 2016.


- O ano foi mais complicado. Do meio de 2016 para cá chegaram muitos pedidos para abaixar os aluguéis.
Segundo ele, o Centro é o lugar menos afetado, especialmente em se falando de imóveis comerciais, já que há um número limitado de lojas para a demanda. Segundo Jairo, “Quem baixou o preço conseguiu alugar”. Por lá, os problemas são mais pontuais. A Rua Teresa, por exemplo, continua sem conseguir alugar com os preços atuais. Os imóveis residenciais também acabaram mudando de preço no Centro, mas as vendas continuam acontecendo.


Jairo também falou sobre os preços médios dos imóveis no Centro e nos arredores. Ele diz que a média de aluguel para um apartamento de três quartos é R$ 550, sendo um pouco mais alta em alguns pontos, como a Rua Irmãos D’ângelo, onde o mesmo apartamento pode ser encontrado por entre R$850 e R$ 900. Fora do Centro, o mesmo apartamento pode ser alugado por algo em torno de R$ 600.

Itaipava

Em Itaipava o mercado é diferente. Há muitas casas, que variam em preço, e condomínios de alto luxo. Frequentemente esses imóveis são alugadas para quem já tem uma casa. O ano de 2016 também foi complicado para os corretores do distrito, mas 2017 já mostra melhora significativa em janeiro, segundo a corretora Denise Brisson, gerente da imobiliária Judice & Araújo, que atua no mercado de imóveis de alto valor no distrito.


- Para lançamentos, 2016 foi praticamente inexistente. Na venda avulsa não chegou nem próximo a 2014, mas foi melhor que 2015, com um aumento de 20%, mas não chegou nem próximo de 2014. Então as expectativas estavam boas –, disse Denise. Ela diz que a procura de janeiro já surpreendeu positivamente.
- Já tem aumentado muito a procura. Ficamos até surpresos, porque o esperado era melhora no meio do ano. Todos que trabalham no mercado apostam na metade do ano para a melhora. Petrópolis continua sendo uma ótima opção de casa de campo, e atrai pessoas do Rio para se mudarem porque tem menos calor e mais segurança.

Para Denise, essa expectativa positiva vem de um gradual reaquecimento da economia, com as pessoas “voltando à rotina”.


Mas mesmo o aumento de 2016 não veio sem esforços. No mercado de Itaipava, o ano foi parecido com o 1º distrito. Houve muita readequação de preços, especialmente porque.


- Estão negociando mais. Para quem quer efetivamente vender a gente consegue fazer o melhor valor. Proprietários realmente cederam muito nesse ano e com isso conseguimos alugar muita coisa.
A corretora explica que os proprietários tiveram que ceder no preço do aluguel, porque as taxas de IPTU e condomínio são elevadas. Além disso, Itaipava tem muitas vendas e aluguéis de imóveis que servem de segunda residência, um mercado de luxo que sofreu mais que outros setores com a crise.


Em Itaipava, a Judice & Araújo tem valores para venda de apartamentos de dois quartos em condomínio por R$ 460 mil ou mais. Já os preços de casas, de acordo com Denise, variam muito. Podem custar tanto R$ 600 mil como R$ 8 milhões.

Índice que reajusta aluguéis acumula 6,88%

Enquanto isso, o índice usado no reajuste de contratos de aluguel, chamado Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), segue aumentando. A primeira prévia de janeiro registrou uma inflação de 0,86%, taxa superior ao 0,2% da primeira prévia de dezembro. Nos últimos 12 meses, o índice já acumula 6,88% de aumento, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).


Essa alta entre dezembro e janeiro é resultado da inflação generalizada. Houve avanço da taxa em todos os três subíndices que compõem o IGP-M. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, subiu de 0,3% em dezembro para 1,13% em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, passou de uma deflação (queda de preços) de 0,02% em dezembro para uma inflação de 0,4% em janeiro. Já o Índice Nacional de Custo da Construção subiu de 0,12% para 0,22% no período.



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