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  Geral

Mudança no rotativo do cartão de crédito completa um ano 

Daniela Curioni – especial para o Diário


 Faz um ano de vigência da regra do Banco Central que limitou em até 30 dias o prazo de permanência do consumidor no crédito rotativo. Antes, o usuário podia pagar 15% do saldo devedor e jogar o restante para o mês seguinte, indefinidamente. Uma engrenagem que levou a dívidas impagáveis. No último mês, o Conselho Monetário Nacional (CMN), anunciou mais uma vez, novas regras para o pagamento de cartões de crédito.

Após abril de 2017, o consumidor ficou com duas opções, ou quita a fatura integralmente ou renegocia a dívida através de uma linha de crédito com taxas de juros e parcelas prefixadas.

De acordo com o economista Leonardo Leite, as medidas surtiram efeito.

- no ano passado, acabou o modelo incontrolável de financiamento do saldo devedor do cartão. Com o fim desse processo, houve uma queda nos juros – afirma.

Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito, Abecs, a taxa média do rotativo há 12 meses estava em 466,4% ao ano ou 15,5% ao mês. Já em março deste ano, o juro médio do parcelado, cobrado na renegociação, girava em torno de 207,1% ao ano ou 9,8% ao mês, em março.

O economista alerta que houve uma queda do custo para o pagamento de dívidas do cartão, no entanto, os juros continuam alto.

- Algo perto de 10% ao mês, em uma dívida que já precisou ser renegociada por sufoco financeiro do consumidor, está longe de aliviar e resolver a situação.  

A técnica em meio ambiente Cintia Fernandes Silva, contou que ficou quase oito meses pagando o valor mínimo da fatura do cartão de crédito.

- Virou uma bola de neve. Quando completou sete meses que eu estava pagando o valor mínimo, a divida estava tão alta que eu não consegui mais pagar. Fiquei inadimplente por algum tempo.  Eu prefiro o novo modelo de pagamento, ele impede que as pessoas entrem nesse ciclo vicioso que eu entrei. Agora, com novas regras novamente, não sei como vai ser – disse.

Após um ano, mais mudanças

As mudanças entram em vigor a partir do dia 1º de junho com a expectativa que haja impacto nas taxas de juros dos cartões.

Para o economista Leonardo, o efeito da mudança nas taxas de juros será limitada.

- Nessa nova medida, a principal alteração será o fim da regra que fixou o pagamento mínimo das faturas em 15%. A partir de agora, cada banco poderá definir um percentual de pagamento mínimo para cada cliente, de acordo com o perfil dele e relacionamento com a instituição.

O especialista explica que outra determinação acaba com a possibilidade de cobrança de duas taxas de juros diferentes para quem deixa de pagar a fatura total: a do rotativo "regular" e a do rotativo "não regular".

- Atualmente os juros do rotativo regular, mais baixos, são cobrados dos clientes que quitam pelo menos o pagamento mínimo de uma fatura, que hoje é de 15%. Já os juros do rotativo não regular, mais altos, são aplicados pelos bancos àqueles clientes que pagam menos que o mínimo ou não pagam a fatura, e ficam inadimplentes.

De acordo com o Banco Central, no mês de março a taxa média do rotativo regular foi de 10,8% ao mês e, a do rotativo não regular, de 14,3% ao mês.  

A partir de agora, com as novas regras, os bancos poderão cobrar apenas uma taxa, a do rotativo regular, definida em contrato. Em caso de inadimplência, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou ainda a aplicação de juros de mora e multa.

Apesar dos juros do crédito parcelado serem menores que os juros do rotativo do cartão, o economista alerta que a taxa ainda é superior à da maioria das opções de financiamento disponíveis no mercado.

- Quem está devendo no cartão deve buscar um empréstimo com juros menores, pegar o dinheiro e quitar a fatura do cartão de crédito à vista - afirma Leonardo.

Mudança diminuiu a inadimplência

A queda da inadimplência do cartão era um dos objetivos propostos pelo setor de cartões e pelo Banco Central com a mudança na regra do rotativo, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços)

Dados da entidade apontam que o índice de pessoas que não pagam em dia caiu de 7,5%, antes das mudanças, para 5,9% no mês passado.

- O consumidor tem aproveitado para buscar uma alternativa de crédito mais barata, com pagamento em parcelas fixas e taxas de juros inferiores às do crédito rotativo -  disse o economista.

 



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