Edição anterior (1431):
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Ed. 1431:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1431): quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Ed.1431:

Compartilhe:

Voltar:


  Polícia

Namorado e filha que matou a mãe se entregam à polícia

Morte da comerciante Dircilene Botelho Garcia, de 51 anos, chocou o país

Um crime quase perfeito. Assim está sendo definido o assassinato da comerciante Dircilene Botelho Garcia, de 51 anos, morta pela própria filha, Paloma Botelho Vasconcelos, de 21 anos, com a ajuda do namorado, Gabriel Molter Neves, 26. O casal está preso desde a noite de terça-feira (9). Eles confessaram o crime e ainda estavam em liberdade por conta do período eleitoral, o qual impedia que a polícia cumprisse o mandado de prisão temporária que já havia sido expedido.

 

Paloma, acompanhada de um policial militar amigo da família, se apresentou na 105ª DP (Retiro), por volta das 20h de terça-feira, enquanto o namorado aguardou a polícia em casa, na Rua Cacilda Becker, no Independência, como havia sido acordado com os delegados Cláudio Batista e André Prates, que coordenam as investigações do caso.

Os delegados Cláudio Batista Teixeira e André Prates concederam uma entrevista coletiva, ontem de manhã. O laudo oficial da morte, após a exumação do corpo de Dircilene, revelou que a comerciante morreu por asfixia mecânica. O casal está autuado pelo crime de homicídio qualificado, por conta da asfixia e da dissimulação e fraude processual. Isso porque, depois da morte da mulher, ainda alinharam a roupa, arrastaram o corpo até o banheiro onde lavaram o rosto e maquiaram a vítima, organizaram o quarto e deixaram a porta trancada. A pena prevista é de 12 a 30 anos de reclusão.

"Não temos dúvida de que o crime foi premeditado. Ela comprou pela internet os produtos para deixar a mãe desacordada, como o formol, por exemplo. Ainda não está claro se houve cunho patrimonial, mas ela alega que sofria maus-tratos da própria mãe - explica o delegado Cláudio Batista.

Um caso chocante

Mãe e filha viviam em pé de guerra e, no início da noite do dia 2, Paloma se aproveitou de um momento de trégua, para pôr o plano em prática. O namorado estava proibido de entrar no imóvel. Acessou a casa escondido da vítima e ficou em um cômodo aguardando o sinal da namorada, que havia se oferecido para fazer uma massagem na mãe.

A vítima foi ao banheiro, sendo surpreendida pelas costas, quando voltava para o quarto, e sufocada com panos embebidos com as substâncias entorpecentes. Levada para o quarto, a filha injetou as injeções de ar e depois que perceberam que ela ainda estava viva, Paloma utilizou o saco plástico com fita adesiva para a asfixia.

As imagens das câmeras que existiam na casa da família foram divulgadas pela polícia e exibem a frieza com que os assassinos agiam dentro do quarto de Dircilene. Eles utilizaram, inclusive, um estetoscópio para verificar se a vítima ainda tinha sinais vitais. A câmera, embutida em um relógio de parede, não pegou toda a cena, mas mostrou toda a movimentação do casal.

Filha já havia tentado cometer o crime

De acordo com o delegado Cláudio Batista, a filha contou que já havia tentando matar a mãe há cerca de um ano com uma bebida envenenada, porém a vítima sentiu gosto ruim e jogou o líquido fora. Em depoimento na delegacia, Paloma disse que havia utilizado injeções de ar entre os dedos do pé e, junto com o namorado, usou sacolas com fitas adesivas para sufocar a vítima.

Apesar de ter afirmado para a imprensa que havia sido induzida pela namorado, ao prestar depoimento oficialmente na delegacia, Paloma afirmou que a ideia havia partido dela. O crime bárbaro só foi descoberto porque o marido de Dircilene, padrasto da autora, desconfiou das atitudes da autora e resolveu verificar as imagens das câmeras que tinham sido instaladas para apurar a autoria de pequenos furtos de dinheiro que estavam se tornando comuns.

Ao verificar as imagens, ele percebeu que havia algo estranho na movimentação do casal e entregou as mídias à polícia. Eles chegaram a fugir, porém, se apresentaram com o advogado e pai de Paloma, na noite de sábado. Eles confessaram o crime, porém, saíram pela porta da frente da delegacia, porque estavam protegidos pela lei eleitoral.

 
 



Edição anterior (1431):
quinta-feira, 11 de outubro de 2018
Ed. 1431:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1431): quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Ed.1431:

Compartilhe:

Voltar:

Casando com Estilo








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior