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  Diário Comunidades

Obra de contenção na Rua Eugênio Werneck, no Morin, continua parada

Natália Rodrigues natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Mesmo após mais de dois anos, ainda não foi concluída a obra de contenção na Rua Eugênio Werneck, localizada na comunidade Pedro Ivo, no Morin. A princípio, seriam instaladas quatro estruturas para segurar uma grande pedra, mas até hoje somente duas foram construídas. Cerca de 20 casas ficam abaixo do local e a população teme que algum incidente possa acontecer.

 

A prefeitura divulgou no início de agosto que seriam retomadas as obras que já haviam começado ou que estavam em processo de conclusão depois da liberação de recursos do PAC para as encostas. O Morin faz parte desse pacote, porém passados quase dois meses após o anúncio, ainda não foram iniciadas.

A dona de casa Glória Maria Luiz de Mello explicou que em 2015, funcionários da antiga gestão procuraram os moradores para informar que foram tiradas fotos de satélites da área e foi constatado segundo estudos, que futuramente poderiam ocorrer deslizamentos. As obras começaram em 2016, mas pararam meses depois, desde então a população aguarda efetivamente a conclusão dos serviços.

- Quando o pessoal chegou aqui falando dos riscos, realmente não entendi, porque aqui em cima nunca tinha caído nada. Meu pai veio morar aqui jovem ainda e sempre cuidou da área, fazendo valetas para a água escoar e evitando que desmatassem a vegetação, justamente para evitar os desmoronamentos. Agora estamos preocupados porque mexeram muito na pedra, fizeram perfurações e não concluíram a obra – disse.

Dona Glória relatou que na área tem máquinas e entulhos e tanto ela quanto os demais vizinhos estão apreensivos pela proximidade do período das chuvas e temem que novas barreiras aconteçam no local.

- Está tendo um sobrepeso de máquinas na encosta. Nosso medo aumenta porque com as chuvas sofremos muito e temos medo que essas máquinas caiam ou provoquem algum deslizamento – contou.

As máquinas e o material que seriam usados ainda continuam no local.

- De imediato, eles tinham proposto fazer quatro colunas de contenções, até então nós nunca pedimos nada. Vieram, fizeram o contraforte, foram embora e quando voltaram ainda deixaram muita bagunça, ferramentas e material. Só que estamos com medo de que alguma coisa caia em nossas casas, porque eles mexeram muito na pedra, colocaram gigantescos parafusos unindo essa rocha na que fica atrás – falou.

Renata Luiz de Mello, professora, é filha da dona Glória e contou que algumas caixas d’águas, inclusive uma com capacidade para 10 mil litros, estavam cheias por cima da encosta e a própria população que teve que esvaziar.

- Tivemos que nos reunir e esvaziar as caixas por conta própria, porque com a chuva elas poderiam estourar em cima das casas e ainda virar criadouro de mosquito da dengue – relatou.

A professora acrescentou que cerca de 20 dias atrás, uma nova equipe apareceu no local carregando material, mas a obra de fato ainda não iniciou.

- Eles vêm quase todos os dias, trazem o material e vão embora. Da outra vez também agiram assim durante uns três meses e não fizeram nenhum serviço, então só vou realmente acreditar quando vir o serviço concluído – falou.

Ela relatou ainda que há duas semanas, um fiscal da Secretaria do Meio Ambiente veio pela segunda vez verificar uma denúncia sobre desmatamento e obra irregular. Equipes da Defesa Civil também já estiveram no local e informaram desconhecer a construção.

- Fui denunciada por estar fazendo uma obra irregular e ainda realizando o desmatamento da área. Tive que levar o fiscal até a obra e indicá-lo a placa de divulgação para mostrar que era algo da prefeitura e não meu, só assim ele ficou convencido. Tanto ele quanto o pessoal da Defesa Civil me informaram que não estavam cientes do caso. Entrei em contato com uns dos funcionários da empresa que me garantiu que estava tudo legalizado, mas fui constrangida por algo que não sou responsável – falou.

Procurada, a Prefeitura informou que a obra de contenção na Rua Eugênio Werneck, no Morin, é uma das que integra o PAC das Encostas, programa federal que investe R$ 60,2 milhões em 14 intervenções em Petrópolis. O local já passou por limpeza e remoção de entulho e já foi iniciada a colocação da primeira de duas barreiras dinâmicas (estruturas que vão suportar eventuais quedas de pedras e rochas). Cada uma tem 60 metros de extensão. A obra deve ser retomada ainda neste mês de outubro.

 



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