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  Diário Comunidades

Obra de contenção parada preocupa moradores no Morin

Natália Rodrigues natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br


 Mesmo após dois anos, ainda não foi concluída a obra de contenção na Rua Eugênio Werneck, no Morin. Seriam instaladas quatro estruturas, mas até hoje só foram construídas duas. São aproximadamente 20 casas que ficam nos arredores do barranco e a finalização da construção deveria ter sido feita há alguns meses, mas até o momento não tem previsão.

A dona de casa Glória Maria Luiz de Mello explicou que funcionários da antiga gestão procuraram os moradores para informar que fotos de satélites foram tiradas da área e foi constatado que havia a possibilidade futura de ocorrer deslizamentos. As obras começaram em 2016, mas pararam meses depois.

- Quando o pessoal chegou aqui falando dos riscos, realmente não entendi, porque aqui em cima nunca tinha caído nada, mas eles falaram que fizeram imagens de satélite e constataram que futuramente nessa área poderia acontecer alguma coisa. Meu pai veio para cá com 14 anos, e sempre cuidou da área fazendo valetas para a água escoar e sempre dizendo para os filhos não desmatarem a vegetação – disse.

A obra foi retomada em agosto do ano passado, mas a quantidade de funcionários havia caído. No início eram cerca de 30 homens, em novembro restaram somente cinco.

- Eram 28 funcionários, o número foi reduzido para 15, depois para cinco que em março foram enviados para atuar no Caxambu, depois que as fortes chuvas causaram estragos no bairro. Agora fica só um vigiando as máquinas e o material – informou.

Tanto a dona de casa como os vizinhos temem que algum incidente possa ocorrer, decorrente das inúmeras intervenções que foram feitas na rocha. As máquinas e o material que seriam usados ainda continuam no local. Além disso, diversas caixas d’águas estão cheias, a maior delas com capacidade para cinco mil litros, podendo servir de criadouro para o mosquito da dengue.

- De imediato, eles tinham se proposto a fazer quatro colunas de contenções. Até então nós nunca pedimos nada. Eles vieram disseram que tinham que fazer e fizeram o contraforte. Aí foram embora e quando voltaram fizeram uma arruaça lá em cima. Deixaram muitas ferramentas e muito material. Só que estamos com medo porque eles mexeram muito na pedra, colocaram gigantescos parafusos unindo essa rocha na que fica atrás. Temos medo que alguma coisa caia em nossas casas – contou.

Em novembro, a Prefeitura informou que a obra de contenção faz parte do programa Federal PAC das Encostas. No local, seriam instaladas ainda duas barreiras dinâmicas, que são estruturas preparadas para suportar eventuais quedas de pedras e rochas. Cada uma delas teria 60 metros de extensão. A área já teria passado por limpeza e remoção de entulhos e a instalação da primeira barreira dinâmica tinha sido iniciada. A Secretaria de Obras estava trabalhando para que as obras fossem finalizadas o mais breve possível.

A inspetora de escola Franciane Coelho relatou que na área tem máquinas e entulhos e tanto ela quanto os demais vizinhos estão apreensivos pela proximidade do período das chuvas e temem que novas barreiras aconteçam no local.

- Está tendo um sobrepeso de máquinas na encosta. Nosso medo aumenta porque com as chuvas sofremos muito e temos medo que essas máquinas caem ou provoquem algum deslizamento – contou.

Questionada pelo Diário de Petrópolis, a Prefeitura não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

 



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