Edição: segunda-feira, 04/12/2017
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  Arte

Obras de arte serão leiloadas em Paris

Lívia Müller – O Diário

 Katharina Simão trabalha com artes plásticas desde o ano de 2004; para ela, pessoas precisam se sentir parte da cidade

O casal Rodrigo e Katharina Simão irá participar mais uma vez do Leilão Art+Design do Brasil na galeria Piasa, em Paris. Serão três peças que ficaram expostas desde o próximo sábado, dia 9. O leilão, que acontecerá no dia 13, é um evento anual e conta com a participação de grandes artistas brasileiros. Na simplicidade da casa milimetricamente projetada Rodrigo e Katharina receberam o Diário e contaram sobre os projetos futuros.


 Este ano Rodrigo vai expor duas cadeiras a “Sol”, cadeira produzida em 2015 com Pinho de Riga e verniz, e a “Concha”, protótipo de cadeira contraplacada e procuzida com madeira compensada de Freijó. A criação é do ano de 2017. Já Katharina vai expor uma Mesa de café feita com mosaico e madeira laminada, a peça de 2016 é única.
Esta é a segunda vez que a artista plástica e o designer expõem na galeria Piasa. De acordo com Rodrigo foi no Mercado Moderno, na Lapa, que as peças ficaram conhecidas e atraíram o interesse internacional.

- Passaram lá perto e gostaram das peças. Essa foi a nossa porta de entrada em Paris. É uma exposição muito conceituada que muitas vezes vão pessoas interessadas em comprar uma peça específica. No ano passado fomos, mas não tínhamos noção de como era importante, expusemos uma peça minha é uma da Katharina e fizemos duas ótimas vendas. Não imaginávamos que nossas peças teriam tanto valor”, conta Rodrigo.

 
Doação de painel é estudada
 

 

Formada em história da arte, Katharina trabalha com artes plásticas desde o ano de 2004. Há dois anos ela levou um projeto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). A artista ofereceu fazer um painel de mosaicos na Praça 14 Bis. A aprovação em caráter temporário já foi feita pelo órgão e agora está sendo avaliada pela prefeitura.

Para Katharina, as pessoas precisam se sentir parte da cidade para valorizar os serviços públicos e a arte entra como um agente transformador para essa transição. Ela contou que isso é visto pela Europa e compartilhado no Brasil em pouquíssimas regiões, como no sul. A artista pretende mostrar que essa sensação de pertencimento pode mudar o comportamento cultural da sociedade.

 No Brasil o modo de protesto é o vandalismo e pensam que assim vão atingir o governo, mas é o contrário. A arte tem o poder de diminuir a violência, minha ideia é fazer a pessoa sentir que pertence a cidade e tratá-la melhor. Temos metrópoles muito feias, mas Petrópolis ainda é muito bonita e uma obra na rua é um modo de presentear a cidade e o os moradores. Tomei a decisão de doar o painel para fazer um movimento de melhora estética, a idéia é fazer do local um espaço de convivência. A praça está em um ponto nobre que serve de estacionamento para ônibus de turismo – conta Katharina.

A artista ainda comentou que o turismo histórico que deve ser aproveitado de uma forma melhor em Petrópolis.



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