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  Educação

Pais devem ter cuidado com as doenças na volta às aulas

Daniela Curioni – especial para o Diário

As aulas estão de volta e a rotina é modificada com os novos horários e cuidados. É um momento de grandes mudanças. Seja mudança de amigos, rotina, de escola ou até mesmo aqueles que irão frequentar o ambiente escolar pela primeira vez.  

É natural os pais ficarem preocupados com receio de que a criança fique doente na escola ou na creche. Considerando que o sistema imunológico ainda está em formação e o ambiente escolar é favorável aos quadros virais ou bacterianos, em casos mais sérios.

O médico pediatra José Vicente recomenda que os pais devem prevenir o surgimento dessas doenças com medidas que fortaleçam o sistema imunológico dos filhos, por meio de cuidados nos hábitos diários, melhorando a alimentação das crianças, principalmente incluir sucos e frutas nas merendas.

- Com o retorno das aulas, é necessário que a escola tenha uma sala arejada e em casa também. Os pais precisam evitar levar as crianças doentes para o ambiente escolar, alertou o médico.

Segundo o pediatra, no período de férias escolares, há um aumento significativo na procura de pediatras, mas muitos pais ainda não têm esse hábito.

- É importante cuidar das crianças, principalmente quando elas começam com a rotina pesada dos estudos e é preciso saber antes como a saúde está. As férias é uma época de uma rotina mais leve, sem horários rígidos, de dormir e acordar mais tarde, e esse hábito desregulado pode atrapalhar os estudantes na volta às aulas, principalmente para quem precisa acordar cedo.

Segundo estudo realizado pelos especialistas da Sociedade Brasileira do Sono, o tempo de sono ideal para as crianças é de 14 a 15 horas/dia para bebês, de 12 a 14 horas/dia para crianças entre 01 e 02 anos, de 11 a 13 horas/dia para os de idade pré-escolar (3 a 5 anos) e em idade escolar, o ideal é 10 a 11 horas/dia.

- É importante mudar a rotina, porque durante as férias eles brincam até tarde, e os jogos de computadores atrapalham o sono, então às 22h é necessário desligar os celulares, jogos, computador, tomar um banho e um leite quentinho antes de dormir para ter uma noite mais tranquila, destacou o pediatra.

Outro ponto citado pelo pediatra é a importância de uma visita periódica ao médico, para que seja avaliado o calendário de vacinação, o cuidado visual, saúde bucal, postura e peso.

Ainda em relação às doenças, o medico alerta que o verão é o período das piscinas e é normal o aumento de otite e doenças respiratórias, devido também ao uso de ventilador e ar-condicionado. Para prevenir esses casos é preciso aumentar a imunidade, o especialista alerta para uma boa alimentação e lavar sempre a narina com soro fisiológico, para mantê-las limpas e hidratadas.

- Se a criança estiver doente, é importante que fique afastado da escola. É um cuidado com a saúde dos colegas também, pois a imunidade estará mais baixa e a recuperação será mais difícil. Além disso, é nesse momento que a criança fica mais suscetível a contrair outras doenças.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a mais importante ação de prevenção é manter o cartão de vacinação em dia. Caso alguma vacina esteja em atraso, deve-se atualizá-la de forma urgente.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de várias doenças. O Ministério da Saúde disponibiliza no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Calendário Nacional.

Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses  ao ano, para combater mais de 19 doenças, em diversas faixas etárias, como:

- BCG (para prevenção da tuberculose em crianças);

- HPV (vírus do papiloma humano); 

- Pneumocócica (contra a infecção por pneumococo que causa meningite, pneumonia e infecção de ouvido – otite); 

- Febre amarela;VIP/VOP (vacina inativada e vacina oral contra poliomielite e paralisia infantil); 

- Hepatite B; Penta (vacina contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecção por Haemophilus influenzae); 

- Rotavírus; Hepatite A; Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela e catapora); 

- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola); 

- Dupla adulto (difteria e tétano);

- dTpa (difteria, tétano e coqueluche);

- Meningite C(conjugada).

Porém, além das vacinas disponíveis na rede pública, temos as vacinas da rede privada e, entre essas duas redes, existem algumas diferenças. O sistema público de saúde tem como objetivo a proteção coletiva e erradicação de doenças e, para isso, necessita de altas coberturas vacinais. Já o calendário privado foca na proteção individual, ou seja, que o indivíduo faça o esquema vacinal necessário para obter a proteção máxima contra a doença.



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