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  Eleições

Partidos começam confirmar pré-candidatos à Presidência

Yuri Lima - especial para o Diário


 A eleição presidencial já tem 11 pré-candidaturas confirmadas. Entre todos eles, as pesquisas indicam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o líder nas intenções de voto. Jair Bolsonaro (PSL) e Marina (REDE) também aparecem com favoritismo do eleitorado. Os partidos terão que oficializar as suas candidaturas no mês de agosto. Ciro Gomes já pré-candidato pelo PDT, também tem o nome lembrado.

Esta semana ocorreram os lançamentos oficiais das pré-candidaturas do presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), do ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) e do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM).

Outros nomes conhecidos que já se preparam para a disputa são o  do governador de São Paulo, Geraldo Alckimin (PSDB), da deputada Manuela D’Ávilla (PCdoB) e do ex-presidente Fernando Collor (PTC).

Mesmo condenado na operação Lava Jato, o ex-presidente Lula já se prepara para a campanha. Porém, o petista vive a incerteza se poderá concorrer ao cargo. Algo que faz gerar fragmentação na esquerda brasileira que já tem três pré-candidaturas plausíveis: Ciro Gomes, Manuela D’Ávila e Guilherme Boulos.

Em contrapartida, a ascendência de Bolsonaro é visível nas pesquisas. Se o ex-presidente não concorrer nas eleições 2018, o pré-candidato liberal e conservador, recém-filiado ao Partido Social Liberal (PSL), torna-se o favorito do eleitorado na disputa. No lançamento de sua pré-candidatura, Jair já demonstrou que manterá proximidade com as bancadas favoráveis à legalização das armas, a bancada ruralista e a bancada evangélica.

A ex-ministra Marina Silva também já anunciou que buscará a presidência este ano. Nas pesquisas, a pré-candidata pelo Rede Sustentabilidade aparece com cerca de 8% das intenções de voto. Porém, o partido de Marina vive uma crise, com o anúncio de dois parlamentares que sairão da sigla na janela que se abriu na quarta-feira (8).

O PSDB não tem angariado uma posição favorável nas últimas pesquisas eleitorais. Com a pré-candidatura de Geraldo Alckimin confirmada, o partido fica atrás de nomes como Marina e Bolsonaro e poderá sofrer com o lançamento da candidatura de Rodrigo Maia pelo DEM, que foi base auxiliar do tucanato por anos e que havia sido solicitado para ser base na futura campanha de Alckimin.

O Rodrigo Maia oficializou a sua pré-candidatura com o elogio de partidos do conhecido “centrão”. Porém, o atual presidente da Câmara dos Deputados pode esbarrar com a sua falta de popularidade, com a segunda maior rejeição, - 55% do eleitorado; Maia só perde, neste critério, para o Presidente Michel Temer.

O Partido Comunista do Brasil pode sair com candidatura própria depois de 70 anos sem nomes na disputa para a presidência. A pré-candidata Manuela D’Ávila é formada em jornalismo e foi destaque na União Nacional dos Estudantes, onde ocupou o cargo de vice-presidente da entidade pela União da Juventude Socialista (UJS). O PCdoB é conhecido como apoiador do PT e se sua candidatura se consolidar, será a primeira vez que os partidos não irão concorrer juntos.

Um nome que já é citado com bons olhos para a esquerda apresenta uma posição mais centrista. Trata-se de Ciro Gomes, que é conhecido por ser ex-governador do Ceará. O pré-candidato pelo PDT, partido fundado por Brizola, tem feito críticas à direta e à esquerda e se posiciona como uma alternativa.

Apoiado por artistas e intelectuais conhecidos pelo público brasileiro, Guilherme Boulos lançou sua pré-candidatura pelo PSOL. Além disto, o líder do MTST conta com a líder indígena Sônia Guajajara como a pré-candidata à vice-presidência. Boulous chegou a ser apoiado pelo próprio Lula durante o lançamento de sua pré-candidatura.

Considerada uma surpresa, está à candidatura do senador Fernando Collor de Melo, que foi presidente em 1990 até renunciar em meio a escândalos em 1992. Outros nomes também são citados, como o ex-banqueiro João Amoêdo (Novo), Álvaro Dias (Podemos) e Valéria Monteiro (PMN).

Especialistas políticos apontam que a grande quantidade de pré-candidatos é relacionada diretamente com a crise política e a possibilidade do ex-presidente Lula não concorrer com base na lei de ficha limpa.



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