Edição: segunda-feira, 16/04/2018
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  Política

Paulo Igor renuncia à presidência da Câmara

Vereador ocupou o posto mais alto do Poder Legislativo por sete anos seguidos

 

Philippe Fernandes

O vereador Paulo Igor (MDB) anunciou, na noite de ontem (16), a sua renúncia à presidência da Câmara Municipal, ocupada por ele durante quatro períodos consecutivos. O parlamentar foi preso na quinta-feira (12), em operação deflagrada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, acusado de peculato e fraude na licitação da terceirização de serviços no Legislativo, em 2011. Em comunicado enviado pelos seus advogados à Mesa Diretora da Câmara, Paulo Igor explicou que a decisão se deu para que ele possa se concentrar na defesa e provar sua inocência, sem prejudicar os trabalhos da Câmara.

Com a renúncia de Paulo Igor, o vereador Roni Medeiros (PTB), atual vice-presidente, assume o comando do Legislativo de forma interina.

"Em respeito à minha esposa, aos meus filhos, aos meus pais, parentes, amigos, aos colegas vereadores e servidores da casa, tomo essa atitude para poder me concentrar na defesa e provar minha inocência. Com esse ato não prejudicarei o andamento dos trabalhos e a imagem desta casa que tanto me orgulho de fazer parte", afirmou Paulo Igor, na carta.

Na carta enviada à Câmara, Paulo Igor também se pronunciou, pela primeira vez, sobre a prisão. Ele destacou que confia nas instituições e na Justiça. "Acredito, sobretudo em Deus, que me dá a força necessária para superar esse período de sofrimento", diz o documento.

Delegacia Fazendária segue investigando a Câmara

A Delegacia Fazendária da Polícia Civil continua as investigações no âmbito da Operação Caminho do Ouro - que expediu, na quinta-feira passada, mandados de prisão contra Paulo Igor (MDB) e o vereador Dudu (Patri). Ontem (16), houve uma diligência no Palácio Amarelo. Os policiais procuraram imagens de câmeras do circuito interno. No entanto, a Câmara não possui esse sistema.

Além disso, os policiais continuam tentando localizar Dudu, foragido desde que a Polícia começou a cumprir os mandados de prisão, na quinta-feira (12). A advogada do parlamentar, Dalle Schimidt, afirmou apenas que "entrou com solicitação junto ao Tribunal de Justiça", e "aguarda uma resposta para definir as próximas decisões que serão tomadas".

Entenda o caso

A operação Caminho do Ouro, desencadeada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos; e a Delegacia Fazendária da Polícia Civil (Delfaz), foi deflagrada para investigar os crimes de fraude em licitação e peculato.

Os dois vereadores estão sendo investigados pelos crimes de fraude em licitação e peculato. O empresário Wilson da Costa Ritto Filho, o “Júnior”, junto com outras quatro pessoas, também foram denunciados, entre eles estão funcionários da Câmara, entre eles o ex-chefe de gabinete de Igor e empresários.

Deflagrada na quinta-feira (12), a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão na Câmara, nas residências do presidente da Câmara, na casa de um empresário e em uma empresa, que seria uma loja de propriedade de familiares de Paulo Igor.

Na casa de Paulo Igor, onde as equipes da polícia chegaram por volta das 6h, foram encontradas altas quantias em dinheiro, sendo R$ 155 mil e U$ 10,3 mil, além de um pequeno valor em Euros.



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