Edição: segunda-feira, 13/11/2017
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  Geral

Perda auditiva: adolescentes devem ser monitorados no uso de fones de ouvido

 

O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez foi lembrado na última sexta-feira (10). De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geologia (IBGE), o senso divulgado no ano de 2010 aponta que 9.700 mi de pessoas têm de perda auditiva. Os motivos são diversos, doenças e exposição excessiva ao volume intenso são dois deles.

Do número, 1,7 mi são jovens até 19 anos. O estudo aponta a rubéola congênita ou meningite como causadores. Metade dos 9 milhões de brasileiros não sabem a causa da deficiência. O dado ainda mostra que, 5,2% das pessoas que têm a perda de audição têm mais de 60 anos de idade.

Segundo a presidente do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), Thelma Costa, as perdas auditivas podem ter diversas causas, como serem decorrentes de uma doença ou um trauma auditivo por exposição a ruídos. O uso excessivo de fones de ouvido em volume intenso tem sido um grande vilão. E são os adolescentes os maiores expositores ao perigo.

“Os adolescentes usam os fones com o volume em cerca de 100 dB, isso é o máximo de saída dos aparelhos. Esse volume pode ser escutados a cerca de um metro da pessoa que está com os fones nos ouvidos. É um nível muito intenso e deve ser abaixado. O volume ideal deve ser de 60 dB, mas é difícil de medir a intensidade nestes equipamentos”, diz a médica.

A perda auditiva é difícil ser percebida segundo a fonoaudióloga. Thelma afirma que no caso dos adolescentes só será notada quando não tiver muito o que fazer. “A perda é progressiva e piora com o passar do tempo. A pessoa realmente não percebe e quando é diagnosticada a única coisa que pode ser feita é o uso do aparelho de audição, porque os danos são irreversíveis e não tem mais o que ser feito”, garante a fonoaudióloga que ainda destaca a importância da orientação dos pais.

Em mais um exemplo de como o volume é alto a médica diz que um adulto pde trabalhar 8h em um som de 80 Db, já os adolescentes usam fones de ouvido o dia todo num som de aproximadamente 90 a 100dB.

Na fase adulta, a forma mais comum é a exposição a ruídos ocupacionais, embora a legislação determine o uso de protetor auditivo. Já nos idosos, são vários dos fatores desde o envelhecimento das células do ouvido até um Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo a fonoaudióloga.

Como precaução, Thelma garante que cuidados como não se expor a nenhum som intenso são essenciais.

Cuidados com os bebês

Muitas crianças já nascem com perda auditivas e na maioria das vezes os pais só descobrem quando a criança demora a falar. Para tentar diagnosticar os casos desde o dia 2 de agosto de 2010 a Triagem Auditiva Neonatal, mais conhecido como Teste da Orelinha, é obrigatória e gratuita. O exame é feito assim que a criança nasce.

Segundo a Thelma, as doenças infecto contagiosas, como meningite e caxumba, são dois fatores da perda de audição nos recém nascidos.

– O bebê pode ter alguma intercorrência, quando por exemplo a mãe tem sífilis e o vírus pode passar para criança. Pode haver ainda algum trauma durante o nascimento, como os partos que passam da hora e podem causar as anóxias (falta de oxigenação no cérebro) – afirma a fonoaudióloga.

O exame é imprescindível para todos os bebês, principalmente àqueles que nascem com algum tipo de problema auditivo. O teste é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor e não machuca, não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos. 



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