Edição: sexta-feira, 11/05/2018
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  Pesquisa

Pesquisa mostra disputa acirrada para o Governo do Rio de Janeiro

Romário lidera; vaga no segundo turno é disputada por Paes, Garotinho e Indio da Costa

 

Philippe Fernandes

Ontem foi divulgada mais uma pesquisa sobre a eleição para o Governo do Estado e as duas vagas para o Senado, que serão disputadas em outubro. O levantamento, feito pelo instituto Paraná Pesquisas e divulgado pelo Jornal do Brasil, aponta que o senador Romário (Pode) lidera a corrida, com 26,9%. A disputa por uma vaga no segundo turno é acirrada: no páreo, aparecem Eduardo Paes, Anthony Garotinho e Indio da Costa. Faltando pouco menos de cinco meses para a eleição, também é grande o percentual de fluminenses que pretendem não escolher nenhum dos nomes: 16,5% dos 1.850 eleitores pesquisados pelo Paraná Pesquisas, entre os dias 4 e 9 de maio.

A disputa por uma vaga no segundo turno contra Romário é acirrada. Paes (DEM) tem 14,1% e está tecnicamente empatado com o ex-governador Garotinho (PRP), que surge com 11,6%. Em seguida, aparece o deputado federal Índio da Costa (PSD), com 8,8%. O pré-candidato Miro Teixeira (Rede) registrou 6,2%; seguido pelo ex-chanceler Celso Amorim (PT), com 3,6%. O juiz Wilson Witzel (PSC), teve 3,2%, um décimo à frente do vereador da capital, Tarcísio Motta (PSOL). O secretário-executivo da ONG Viva Rio, Rubem César Fernandes, pré-candidato do PPS, registrou 1,1%.

Quando se analisa por segmento, Romário e Paes apresentam melhores índices entre os homens, com 28,9% e 14,2%, respectivamente. Garotinho e Indio da Costa têm maior sucesso entre as eleitoras, chegando a 12,8% e 10,3%, respectivamente.

Ex-governador tem maior rejeição

O Paraná Pesquisas mediu também o potencial de votos dos principais candidatos, e constatou o fato de todos os principais nomes apresentarem grande rejeição. O que teve o maior índice foi Garotinho: 71,9% dos pesquisados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no pré-candidato do PRP. Paes teve o segundo maior percentual de desaprovação por parte dos eleitores: 65,3% não optariam o ex-prefeito do Rio. Tarcísio Motta é recusado por 58,1% dos pesquisados; e Índio da Costa, por 56,3%. Romário teve a menor rejeição - mesmo assim, com um número expressivo: 43,7% não votariam no ex-jogador.

Além de ter a menor rejeição, o senador do Podemos tem o maior potencial de votos: 11,9% votariam "com certeza" e 40,9% poderiam votar em Romário, somando 52,8% de possibilidade de voto. Eduardo Paes apresenta o segundo maior potencial, com 31,1% dos eleitores. Em seguida, aparece o nome de Índio da Costa, com praticamente o mesmo percentual: 29,9% dos eleitores. Tarcísio Motta tem o menor índice de eleitores que pensam na possibilidade de votar nele: 17,5%.

 

 

Flávio Bolsonaro lidera disputa pelo Senado

Se a disputa para o Governo do Estado está embolada, na briga por duas vagas no Senado Federal um nome aparece bem à frente dos demais: Flávio Bolsonaro tem 32,3%. Em seguida, há um empate: o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia (DEM), tem 20,6%; e a delegada Martha Rocha, do PDT, soma 20,4%. Maia, no entanto, já afirmou que não será candidato a nenhum cargo público neste ano, e a pedetista também não está confirmada na disputa. Em quarto lugar, está o deputado federal Chico Alencar (PSOL), com 16,3%.

A pesquisa revelou, ainda, que os atuais senadores terão dificuldade para renovar os mandatos. Lindbergh Farias (PT) está apenas na quinta colocação, com 15,5%; e Eduardo Lopes (que está no PRB e assumiu o mandato após a eleição do atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella), tem 6,4%, empatado com o deputado Sérgio Zveiter (DEM), que tem 6,3%.

Do total, 15,8% dos eleitores não querem votar em ninguém, e 8,8% estão indecisos.

 Paes consegue liminar no TSE; Romário pode não disputar

O quadro eleitoral, no entanto, ainda deve sofrer alterações. Nos meios políticos, se especula a possibilidade de Romário não disputar a eleição neste ano. Pesam contra ele a falta de experiência em cargos executivos, além da estrutura pequena e pouco tempo de TV do partido. Outro indício para uma possível desistência de Romário é o fato de o senador ter consultado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a possibilidade de disputar novamente o Senado em 2018 - ele tentaria renovar o mandato quatro anos antes do término. Se eleito, Romário abriria espaço nos quatro anos restantes da atual legislatura para o primeiro suplente, João Batista da Rocha Lemos. No entanto, o TSE negou esta possibilidade.

Outro nome que aparece com força na disputa, Eduardo Paes ainda não confirmou oficialmente a sua pré-candidatura, apesar de ser o nome natural do Democratas. Ele e o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) enfrentam problemas com a Justiça Eleitoral desde que tiveram inelegibilidade decretada pelo TRE-RJ, por suposto uso da máquina na campanha de Pedro Paulo à Prefeitura do Rio, em 2016. Ontem, no entanto, o ministro Jorge Mussi concedeu liminar que suspende a decisão do TRE, recuperando os direitos políticos dos dois.

 
 


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