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  Cidade

Petrópolis, a Cidade dos Corais

Um passado construído pelos coros, um futuro de referência da música erudita

Yuri Lima - Yuri.lima@diariodepetropolis.com.br

 

A história dos corais em Petrópolis se confunde com a do município. Iniciada no ano de 1863 com o Coral Concórdia, a atividade está presente em mais de uma centena de coros que se formam pela cidade. Desde os mais tradicionais aos  amadores.

A atividade tem tanta relevância para a cidade que atualmente é difundida pelas escolas do município. Com programas como o Canta Petrópolis, que atua com cerca de 4.000 alunos em 50 escolas de ensino fundamental do município.

Além disto, o município é conhecido mundialmente pelo coro de meninos mais antigo do Brasil, o Coral dos Canarinhos de Petrópolis, que já viajou pelo mundo inteiro, levando toda a tradição da música erudita mesclada com o pioneirismo da mescla com a música brasileira.

Um dos marcos da história dos corais no município é contemporâneo. Trata-se do retorno do Coral Municipal de Petrópolis que, segundo o maestro Leandro Randolfo, presidente do Conselho Municipal de Cultura, foi um trabalho de reconstrução, consolidado pelo estabelecimento de um coro que pode ser referência em um futuro breve.

- Temos muito orgulho de reativar o Coral Municipal de Petrópolis, que se encontrava completamente abandonado. Reformulamos completamente o coral e fizemos um concurso para definição de um maestro, que foi o Marco Aurélio Lischt. Hoje os coralistas estão contratados via CLT e têm possibilidades de crescimento na carreira. Acredito que irá figurar entre os principais coros do país – declarou Randolfo.

Além dos coros tradicionais, o Coral Dó Ré Mi também é um dos grandes destaques da música. Com a mescla da música erudita com traços contemporâneos, o coro alcança ascendência no meio comercial da música.

- O Dó Ré Mi é um coro pioneiro. É um grupo que está despontando no cenário da música comercial da música brasileira. É um grupo diferente porque não apenas canta, como também dança e atua. Então tem sido um grande diferencial para o mercado de música – disse Randolfo, que é maestro do grupo.

Os coros estão presentes em vários lugares da cidade, como nas universidades, onde podemos destacar o Coral da Universidade Católica de Petrópolis. Além disto, em Petrópolis ainda temos o Coral de 500 Vozes e o coro 1000 Vozes, que é formado pelas crianças atendidas pelo projeto Canta Petrópolis e reúne os principais corais do município.

- Além da questão da formação também tem o eventual. Mostrando a representatividade e integração. Sempre no Natal temos o Coral Integração, que já são 17 edições – informou.

No mês de agosto deste ano a cidade irá sediar o primeiro Festival Internacional de Corais de Petrópolis. Para a  Secretaria de Cultura da Cidade será um grande intercâmbio cultural.

- Este ano teremos outra novidade, a realização do primeiro Festival Internacional de Corais de Petrópolis. Este evento que vai consagrar a cidade como, possivelmente, a capital brasileira do Canto Coral. Nós vamos voltar todos os olhos para Petrópolis.  Ainda não temos confirmações, mas estamos em contato com coros do Canadá, Congo e de vários países da Europa – informou.

Coro mais antigo do Brasil

O Coral dos Canarinhos de Petrópolis tem influência dos coros germânicos e foi fundado por frei Leto com o objetivo de ser um coro específico para as missas de domingo. Atuante até hoje, o encanto do coro é reconhecido mundialmente. Dentre as apresentações do coral destacam-se a sua presença em países como Itália e Alemanha.

Guerra-Peixe

Mais do que um compositor, o regente César Guerra-Peixe é o grande nome da música petropolitana. Com destaque internacional, o artista ficou reconhecido pela sua grande influência na música brasileira, algo que foi revolucionário para a música erudita. Atualmente o músico é patrono do principal festival da cultura petropolitana, o Prêmio Guerra-Peixe é um termômetro da arte em nosso município.



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