Edição: segunda-feira, 06/11/2017
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  Economia

Petrópolis capta R$ 13,7 milhões em 2017 junto ao governo federal

 

Captação de recursos no primeiro ano do governo Bernardo Rossi é 38,7% maior que os anos iniciais das duas últimas administrações municipais somadas

A proximidade do prefeito Bernardo Rossi ao governo federal e a articulação com a bancada fluminense na Câmara dos Deputados já trouxe benefícios para a cidade: Petrópolis captou R$ 13,7 milhões vindos da União em 2017. O resultado no primeiro ano de governo é 38,7% maior do que os anos iniciais das duas últimas administrações municipais somadas (2009 e 2013). E o total pode ser ainda mais amplo. O município apresentou pedidos de R$ 43,1 milhões, que estão em análise pelos ministérios.

Os recursos obtidos em 2017 vieram de emendas parlamentares ao orçamento da União e de captação direta com os ministérios e foram para áreas de Esporte, Saúde, Obras e Turismo.

“Quando começamos o governo, sabíamos que tinha uma situação de calamidade financeira, mas que não poderíamos ficar de braços cruzados. Por isso, estamos fazendo a nossa parte para pagar as dívidas, mas também estamos buscando recursos para impulsionar a retomada do crescimento da nossa cidade e a melhoria dos serviços prestados à população”, diz o prefeito.

Em 2009, quando a cidade era alinhada ao governo federal, Petrópolis obteve menos de R$ 3,5 milhões. Já em 2013, a administração anterior não trouxe nem R$ 5 milhões para o município. O total dos dois anos, juntos, é R$ 5,3 milhões abaixo do que Bernardo Rossi obteve no primeiro ano de governo.

“Não apenas a cidade vive uma crise financeira, mas o país ainda está em dificuldade econômica. Mesmo assim, com articulação e contato direto em Brasília, Petrópolis tem sido lembrado e está recebendo investimentos. Já em 2018 vamos começar a ter obras iniciando, o que vai reaquecer o nosso município, gerando emprego e renda”, afirma Bernardo Rossi.

 

Convênios celebrados em 2017

Na área da saúde, a cidade recebeu sete emendas parlamentares que somam R$ 3,6 milhões. São verbas para aquisição de equipamentos para UBS e PSFs, para o Hospital Municipal Nelson de Sá Earp, para um mamógrafo para o Hospital Alcides Carneiro e para informatização do SUS no município.

O Ministério das Cidades vai investir R$ 3,5 milhões em Petrópolis. São quase R$ 1,1 milhão para realizar os trabalhos técnico-social e de gestão dos condomínios que estão sendo construídos no Vicenzo Rivetti pelo programa Minha Casa Minha Vida. São mais de R$ 1,9 milhão para obras de contenção de encostas na Rua Primeiro de Maio e no Vital Brasil. O restante será usado para pavimentação no Centro.

Quase R$ 1,7 milhão será investido na área do Turismo, sendo cerca de R$ 1,4 milhão para reformar o Palácio de Cristal – segundo atrativo mais visitado na cidade – e o restante para iluminação de pontos turísticos.

A área de Esporte é a que teve mais recursos liberados em 2017. Com R$ 4,9 milhões, serão feitas reformas em piso, vestiário, troca de telas até a construção de coberturas em 10 quadras: Comunidade do Alemão,Amazonas, Vale do Carangola,Taquara,Cascatinha,Madame Machado,Bairro da Glória, Corrêas, Vila São José e Oswaldo Cruz.

 

Luta para equilibrar as contas do município

O trabalho para obter recursos não são os únicos esforços feitos pelo governo na área econômica. Com dívidas R$ 766 milhões, a prefeitura também luta para desembaraçar o nó feito nas contas do município. O principal ponto foi o pagamento de R$ 27 milhões e a negociação de R$ 258 milhões dos débitos acumulados nos anos anteriores.

Além disso, foram adotadas outras medidas de austeridade, como redução de 25% nos contratos da prefeitura, corte de salário do prefeito, vice, secretários e cargos comissionados (entre 40% e 10%), corte de horas extras (exceção saúde e Defesa Civil em casos de emergência), redução de gastos com alugueis, combustível, telefone e água, redução de cargos comissionados, rigor na cobrança de devedores de Imposto Sobre Serviços (ISS) – principalmente bancos e cartórios –, implantação do sistema de biometria e revisão do regime de hora extra da educação (para corrigir distorções praticadas pela dobra de trabalho – que era pago integralmente, e não pelas horas efetivamente trabalhadas).

“São medidas duras, mas tomadas para evitar o colapso financeiro. O impacto das negociações é de R$ 8,3 milhões por mês, mas é necessário fazer para que a cidade retome o equilíbrio. Isso não muda as nossas prioridades, que são manter os salários em dia, oferecer uma merenda de qualidade aos estudantes da rede pública, garantir o funcionamento dos hospitais e postos de saúde, com fornecimento de remédios e realização de exames. É para isso que estamos nos esforçando”, ressalta o prefeito.

 

Pedidos por mais recursos

O município pode receber ainda mais R$ 43,1 milhões via ministérios de Desenvolvimento Social e Agrário, do Esporte, da Integração Nacional e do Turismo.

A maior parte (R$ 36,6 milhões) é para incluir Petrópolis no programa de Reabilitação e Reconstrução – são recursos para recuperar sete áreas que sofreram alguma destruição com chuvas.

São mais R$ 3,2 milhões para reforma de quatro quadras, R$ 513 mil para implantar cinco núcleos do programa Segundo Tempo e R$ 128 mil para realização de eventos esportivos.

Também busca recursos de R$ 1,8 milhão para estruturar a rede de assistência social no município e há mais R$ 715 mil em emendas sendo analisadas para apoio e promoção do turismo da cidade.

“Nosso trabalho para trazer investimentos para a cidade vai continuar. Temos ido a Brasília frequentemente para pedir recursos e não temos poupado esforços para incluir Petrópolis em todos os programas possíveis. É dessa forma que a nossa cidade vai se recuperar”, garante Bernardo Rossi. 



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