Edição: quinta-feira, 08/03/2018
Compartilhe:

  Empregos

Petrópolis perde  5 mil postos de trabalho em  três anos, revela estudo da Firjam

Jussara Madeira - especial para o Diário

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) divulgou ontem pesquisa com aspectos do cenário econômico de Petrópolis. Entre os dados apresentados está o fechamento de 5 mil postos de trabalho entre 2015 e 2017. Somente no ano passado, foram extintas 1.676 vagas nos setores da indústria, comércio e serviços. O subsetor da indústria mais afetado foi o da construção civil.

Somente em 2017, a construção civil em Petrópolis fechou 705 postos de trabalho. Um salto em relação ao ano anterior, quando o setor registrou menos 412 vagas. Para os trabalhadores, a busca por emprego é uma verdadeira batalha.

- Realmente foi um ano muito ruim. Os profissionais que perderam seus empregos, em sua grande maioria, não querem trabalhar em outras atividades e peregrinam em busca de novas oportunidades. Aqui no sindicato, fazemos as fichas e vamos tentando recolocá-los no mercado - contou José Maria Rabelo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil.

Não que a indústria da construção civil não tenha a intenção de contratar, muito pelo contrário. Porém, esta crise no setor, que se arrastou nos últimos anos, foi um reflexo da paralisação de obras do projeto Minha Casa Minha Vida devido a falta dos investimentos do Governo Federal, aponta o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Petrópolis, Ricardo Francisco.

Mas há uma boa expectativa de retomada de crescimento, e por conta justamente dos investimentos do Minha Casa Minha Vida. Hoje existem 22 projetos para a construção de moradias do programa federal em Petrópolis. Juntos, os projetos têm Valor Geral de Venda (VGV) estimado em R$ 2 bilhões, e expectativa de geração de 2 mil vagas de empregos diretas e mais 2 mil indiretas.

No entanto, os projetos imobiliários aguardam licenciamento no âmbito municipal para que possam sair do papel. A grande dificuldade, apontou Ricardo Francisco, é a falta de pessoal nos departamentos municipais para dar agilidade na tramitação desses processos. Na última segunda-feira, o presidente do sindicato esteve reunido com o prefeito Bernardo Rossi para apresentar o cenário da construção civil do município.

- O prefeito se mostrou interessado em atuar para que haja mais agilidade nestes processos. Hoje, há falta de funcionários nos departamentos para dar conta de todo este volume - salientou Ricardo Francisco.

Redução de vagas

Ainda segundo a sondagem da Firjan, a retração de empregos registrada no comércio em Petrópolis durante 2017 foi de menos 261 vagas, o que indicou uma recuperação em comparação a 2016, quando foram fechados 438 postos de trabalho; no setor de serviços, Petrópolis perdeu 298 vagas, número quase cinco vezes maior do que em 2016, quando foi registrada a perda de 66 vagas.

O coordenador de estudos econômicos da FIRJAN, William Figueiredo, divulgou que, em contrapartida, as pessoas passaram a buscar oportunidade empreendendo. O número de microempreendedores cresceu 14% e o registro de empresas cadastradas no ano passado no Simples Nacional aumentou 9% em relação a 2016. Ainda segundo a análise da Firjan, em dezembro as empresas de Petrópolis produziram menos do que pretendiam e as indústrias venderam seus produtos que estavam estocados. Ou seja, a indústria do município continuou operando abaixo da média, com 57% da capacidade instalada, o que justifica a queda no número de empregados. Mesmo assim, os empresários se mostraram esperançosos em relação à atividade econômica deste ano. Estão com fé no crescimento econômico.  



Compartilhe:

Veja também:


Casando com Estilo



Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior