Edição: segunda-feira, 08/01/2018
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  Cidade

Petrópolis terá Cooperativa de Processamento Alimentar

Projeto está sendo desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico

Alimentos poderão ser vendidos para hotéis, restaurantes e setores da administração pública

Com a intenção de fortalecer a agricultura do município, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico desenvolve o projeto da COPAPE -Cooperativa de Processamento Alimentar de Petrópolis. A instituição será responsável pelo processamento de alimentos, levando-se em consideração a remoção de toxinas, conservação, aumento de disponibilidade sazonal, transporte de alimentos delicados e perecíveis por longas distâncias e a segurança microbiológica. A intenção é que, com a cooperativa, os agricultores tenham mais rentabilidade em seus negócios.

Com a criação da cooperativa em 2018, em dois anos toda agricultura local poderá atender aos restaurantes, hotéis e mercados, além escolas e hospitais. A iniciativa também fortalecerá a exportação de parte da produção para outras regiões, aumentando a participação da Agricultura de Petrópolis no PIB em 10 vezes. Atualmente, cerca de 800 famílias, 2.800 mil pessoas, sobrevivem da produção rural em áreas do distrito da Posse, Jacó, Caititu, Vale das Videiras, Brejal, Taquaril, Secretário, Bonfim e Caxambu, movimentando R$ 16 milhões por ano na cidade.

“A criação da cooperativa estabelece novos conceitos de compra e venda no município, fortalecendo o crescimento da produção, agregando valor e qualidade nos produtos que poderão ser ofertados para grandes empresas, hotéis e setores da administração pública, como hospitais. A equipe técnica da secretária está estudando o projeto, ouvindo os agricultores”, afirma Marcelo Fiorini.

A cooperativa teria como finalidade ofertar alimentos respondendo aos estímulos de mercado. “O mecanismo poderá proteger os agricultores dos fatores capazes de gerar volatilidade de preços, juntamente com condições climáticas e conjunturais. Hoje, a agricultura familiar é praticada no município, mas o investimento tem sido feito basicamente no plantio. O valor agregado é processado fora do município e falta um planejamento de logística e embalagem sem política Associativa. Há a falta de selos que possam permitir a comercialização interestadual, por isso o produtor não atende diretamente aos polos gastronômico e hoteleiro”, explica o subsecretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Pessoa.

Ainda segundo Fernando Pessoa, a cooperativa estimularia a formalização dos agricultores, o que facilitaria que esse público pudesse ter acesso a programas de incentivo de bancos oficiais e fomento.

“Dos 800 produtores estimados no município, apenas 350 são cadastrados, ou seja, podem emitir nota fiscal. Desses, apenas 80 produtores fornecem para o município, nesse caso, para a merenda das 184 unidades de ensino. O projeto Copafe foi apresentado no projeto Lidera Rio, iniciativa do Sebrae que tem como objetivo capacitar as lideranças para a execução de ações estratégicas, do qual Petrópolis está participando. O projeto foi bem recebido e a equipe técnica do Lidera vai orientar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico para o sucesso da implantação da cooperativa”, explica Fernando Pessoa.

O modelo para a criação da cooperativa envolverá a participação de um sindicato, produtores e associações. Todo lucro será revertido para o setor em qualificação, tecnologia e eventos. Agora, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico busca um lugar para instalar a cooperativa e está criando um regulamento e estatuto. Há ainda a intenção de formalizar os produtores junto com SEBRAE e a construção de um projeto de lei para criação de certificação da cooperativa.

Vale destacar que a produção de alimentos terá que crescer 70% até 2050 para suprir as crescentes necessidades da população mundial, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).  A entidade estima que haverá 2,3 bilhões de pessoas a mais para alimentar em 2050 e para que haja alimento suficiente. Com isso, os investimentos na agricultura primaria terão que aumentar 60%.



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