Edição: quinta-feira, 07/06/2018
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  Segurança

Petrópolis teve 10 homicídios para cada 100 mil habitantes

Indicador de letalidade violenta cresceu em 2017 na comparação com 2016, seguindo tendência nacional

Philippe Fernandes

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgaram nesta quarta-feira (6) o Atlas da Violência 2018, com um dado alarmante: o número de homicídios continua crescendo no país e a taxa já chegou a 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes. Foram 62.517 homicídios registrados em 2016, número 30 vezes superior ao registrado na Europa. E Petrópolis seguiu a tendência, apesar de ter números bem inferiores à média nacional: a cidade registrou um aumento no indicador de letalidade violenta (quando se soma homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídio decorrente da intervenção policial).

Em 2016, foram registrados 23 casos nas delegacias policiais de Petrópolis e, em 2017, 30, o que representa salto de 30%. Isso fez com que a taxa de homicídios na cidade saltasse de sete casos para cada 100 mil habitantes, em 2016, para 10 a cada 100 mil habitantes, no ano passado. Na comparação do primeiro quadrimestre de 2017 com o de 2018, o quadro é o mesmo: nos quatro primeiros meses do ano passado, as delegacias de Petrópolis registraram 10 homicídios. Em janeiro, fevereiro, março e abril deste ano, foram 15 ocorrências, um crescimento de 50% no número de casos.

Aumento de casos no Estado

O aumento do número de casos de homicídio segue tendência do Estado. Entre 2006 (quando 7.389 pessoas foram mortas) e 2012 (quando o número caiu para 4.772), o Rio de Janeiro tinha uma curva decrescente. Depois daquele ano, os índices voltaram a subir até 2015, quando houve nova queda, interrompida pelos dados de 2016 - no ano em que foram realizadas as Olimpíadas, 6.053 pessoas morreram. O Rio de Janeiro é a 13ª unidade da federação mais violenta do país, com uma taxa de 36,4 mortes por 100 mil habitantes, índice acima da média nacional.

Apesar de acompanhar tendência nacional, o Estado foi o que mais registrou mortes decorrentes de intervenções policiais, casos conhecidos como "autos de resistência". Entre 2006 e 2016, foram 3.301 casos.

Brasil

Os dados do Atlas da Violência mostram que, apesar do alto índice nacional, há uma disparidade entre os Estados. A menor taxa de homicídios do país é a de São Paulo (10,9). Nos estados do Norte e do Nordeste, a situação é bem diferente: em Sergipe, foram 64,7 homicídios a cada 100 mil habitantes; em Alagoas, 54,2; e no Rio Grande do Norte, 53,4.

A taxa que mais cresceu nos últimos dez anos foi a do Rio Grande do Norte, com 256,9% casos a mais em 2016 na comparação com 2006. Em outros três locais, o crescimento da violência também superou 100%: Tocantins, Maranhão e Sergipe. O caminho inverso foi seguido por São Paulo, onde houve queda de 46,10%. O estado mais populoso do Brasil foi um dos sete que conseguiram reduzir os índices, ao lado do Rio, Espírito Santo, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná e Distrito Federal.



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