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  Geral

Petropolitanos esperam melhora na qualidade dos serviços de empresas na área de comunicações

Empresa de telefonia fica no topo de reclamações do Procon

Natália Rodrigues - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 

 

Não é de hoje que os moradores de Petrópolis estão tendo transtornos com os serviços de telefonia, banda larga de internet e TV oferecidos por grandes empresas na cidade. Esta semana o Procon- Petrópolis divulgou o número de reclamações que foram feitas ao longo de 2017.  A grande campeã de queixas no órgão de defesa do consumidor foi a companhia de telefonia Oi, contabilizando um total de 758 reclamações.

Em segundo lugar, ficou a Claro com 242 queixas. E, mesmo estando fora das dez primeiras posições, outras empresas de comunicações aparecem na lista como a Vivo com 52, a Net com 50, seguida da Tim com 37 e por último a Techcable com 28 registros.

O Procon informou que as reclamações são referentes à empresa de forma geral e abrangem todos os serviços que são oferecidos pelas companhias, como telefonia fixa e/ou móvel, internet e TV caso possuam.


 A vendedora Tayana Felizardo dos Santos Bastos relatou que durante todo o ano passado teve incidentes com a Oi e somente após um processo judicial conseguiu resolver o caso.

- Tive um problema com a Oi desde a troca do plano no início do ano passado. Em abril não veio um boleto com um pagamento certo, entrei em contato com eles e ficou combinado que seria reembolsada, o que não aconteceu. Depois disso, fui ao Procon com meus 10 protocolos e foi confirmado que eu estava certa, no mês seguinte veio uma conta zerada devido aos transtornos que passei. Depois fiquei sem internet durante dois meses e apesar das reclamações não fui reembolsada  – disse.

Tayana contou que apesar de já ter tido problemas na conta, meses depois ocorreram novos transtornos com a companhia.

 - Cada mês tinha um problema, no meio do ano chegou uma conta de R$ 579,00 com ligações para a cidade de São Paulo, só que ninguém da minha casa conhece alguém de lá. Entrei em contato com a Oi novamente e eles não aceitaram minhas queixas, tive que entrar na justiça para conseguir o reembolso do valor pago e somente na segunda audiência que fizemos um acordo. Migrei para o plano básico e ganhei o direito de ficar sete meses sem pagar a conta, mas infelizmente passei o ano de 2017 inteiro tendo problemas com a Oi – completou.


 A artesã Eliete de Nazaré Marques Correia Nogueira também teve transtornos com a falta de internet oferecida pela Oi. Ela e o marido dependem da internet para divulgar seus trabalhos e realizar o atendimento aos clientes.

- Fiquei sem internet e sem telefone quase 30 dias. Meu marido trabalha por conta própria na área da construção civil e eu trabalho com artesanato, não podemos ficar sem comunicação, perdemos muito dinheiro por causa disso.  Salvei todas as mensagens que recebi de pedidos perdidos e foi necessário entrar na justiça contra a empresa, mas infelizmente o valor do ressarcimento foi bem abaixo do que deixei de faturar, sem contar o transtorno de ter que explicar para cada pessoa que eu não pude entregar os produtos devido a Oi – contou.

Já a dona de casa Janaína Marins teve problemas com a empresa Claro, que enviou uma cobrança de outra pessoa no nome do seu marido.

- Foi enviada para minha casa uma conta da Claro Tv no nome do meu marido, e nós obviamente pagamos sem notar nada de errado, só que depois de um dias cortaram a minha antena. Procurei saber o motivo, porque até então eu estava com a conta paga, fui informada que o código de barras da conta paga pertencia a outra pessoa. A empresa queria que eu pagasse o boleto novamente, mas recusamos, pois o erro foi deles. Precisei entrar na justiça contra a Claro e ganhei a audiência, mas preferi encerrar a assinatura para evitar ter aborrecimentos no futuro – disse.

Para diminuir os transtornos, o Procon tem adotado novas medidas: o primeiro passo do órgão para garantir e facilitar a proteção do consumidor foi a busca na criação de canais exclusivos junto às operadoras para aumentar a efetividade, agilidade e qualidade no atendimento junto aos problemas dos consumidores. Neste sentido, houve parceria com a Oi, Tim e Claro/Net. O órgão também busca parceria com a Vivo para a criação de canais de atendimentos direto - serviços que têm efetividade média em torno de 95%.

Sobre a publicação, a empresa Oi informou que tem registrado melhora consistente dos indicadores de qualidade, tendência que já havia sido observada ao longo de 2016 e que se manteve em 2017. No terceiro trimestre de 2017, a Oi reduziu em 33,7% as entradas de processos nos Juizados Especiais Cíveis (JECs) frente ao mesmo período do ano passado. As reclamações no call center da Anatel caíram 13,9% na mesma comparação. Pelos indicadores medidos pela companhia, no terceiro trimestre deste ano, foi registrado um aumento de 8% no índice de satisfação dos clientes. 

Entramos em contato com as demais empresas, mas a Tim, a Vivo e Techcable não responderam que medidas estão sendo tomadas para diminuir ou evitar as reclamações. Já a Claro e a Net informaram que não comentariam sobre o assunto.



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