Edição: terça-feira, 15/05/2018
Compartilhe:

  Economia

Preço dos produtos que compõem a cesta básica segue estável em Petrópolis

Vitor Garcia – vitorgarcia@diariodepetropolis.com.br - Especial para o Diário


 A capital do Rio de Janeiro continua oferecendo a cesta básica de alimentos mais cara entre 20 capitais, de acordo com dados da Pesquisa Nacional, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no mês de março. Com isso, o Diário voltou aos supermercados e listou os principais itens que compõem a cesta, destacando os locais que oferecem preços mais acessíveis, com o objetivo de ajudar àqueles que querem economizar ao final de uma compra.

Se comparada à última pesquisa, no dia 4 de maio, dos 12 produtos pesquisados em cinco estabelecimentos no Centro Histórico, 75% dos itens permaneceram sem alterações no preço, 21,7% obtiveram queda e apenas 3,3% das mercadorias apresentaram aumento.

No Super Terê Frutas, o arroz Granfino 5Kg está sendo vendido por R$ 9,98. O mesmo item possui o segundo menor valor no Tá no Gosto, onde custa R$ 12,65. Ou seja, uma diferença de 21% no custo. Ainda no Terê, o óleo Liza apresenta o menor valor juntamente com o Supermarket, onde são vendidos a R$ 2,99.

Já o feijão Máximo possui o melhor preço no Armazém do Grão: R$ 4,69. O mesmo acontece com a farinha de trigo Dona Benta 1kg (R$2,69) e macarrão Santa Amália 500g (R$ 1,99).

Na Rede Economia, o destaque fica por conta do açúcar Caravelas, que está custando apenas R$ 1,69 juntamente com café Pilão 250g que é vendido a R$ 4,94. Já a farinha de rosca Granfino e o fubá da mesma marca também estão mais baratos, sendo R$ 4,49 e R$ 1,79 respectivamente.

Já o Tá no Gosto ganha destaque com o leite Elegê (R$ 3,29) e sal Ita (R$ 1,75). Por fim, o café Pilão 500g possui o melhor custo no Supermarket, sendo vendido a R$ 9,68.

Salário mínimo é insuficiente

Com base na cesta mais cara, que, em março, foi a do Rio de Janeiro, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em março de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.706,44 ou 3,89 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em fevereiro, o salário mínimo era de R$ 3.682,67, ou 3,86 vezes o piso mínimo. Em março de 2017, o mínimo necessário foi estimado em R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o piso mínimo de R$ 937,00.

Sacolas plásticas nos supermercados

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou na última semana, em segunda discussão, o projeto de lei 316/15, do deputado Carlos Minc (PSB), que altera as regras para substituição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais, determinadas pela Lei 5.502/09. A proposta determina a substituição por bolsas reutilizáveis ou biodegradáveis, proibindo a distribuição ou mesmo a venda de sacolas plásticas. Por ter recebido emendas durante a votação, a redação final do texto ainda precisará passar por mais uma votação em plenário.

As novas sacolas deverão ter resistência de no mínimo dez quilos e poderão ser distribuídas gratuitamente ou mediante cobrança, de no máximo seis centavos por unidade. Elas deverão ser compostas de pelo menos 51% de material proveniente de fontes renováveis. A substituição deverá ser feita em até 18 meses, para micro e pequenas empresas, ou 12 meses para os demais estabelecimentos.

 


Compartilhe:




Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior