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  Saúde

Prefeitura realiza 1º mutirão noturno de cirurgias nesta quarta-feira 

20 pacientes serão operados no HAC pela equipe de Urologia

Equipe de Urologia realizou cirurgia inédita de ressecção de tumor na bexiga há 15 dias


 A prefeitura realizará pela primeira vez em Petrópolis um mutirão noturno de cirurgias. Ao todo 20 pacientes serão operados nesta quarta-feira (18.04), no maior hospital público do município, o Alcides Carneiro. A equipe do Serviço de Urologia vem se destacando na realização de procedimentos inéditos na unidade e aplicará a moderna técnica endoscópica a laser nas cirurgias de próstata, bexiga, tumores e até vasectomias. A cirurgia minimamente invasiva proporciona ao paciente menos tempo de internação, menor risco de infecções e sangramentos e mais qualidade de vida no pós-operatório.

O prefeito Bernardo Rossi reforça que o Hospital Alcides Carneiro realizou no ano passado 699 cirurgias urológicas e a unidade projeta aumento de 10% na assistência da população em 2018.

“Estamos avançando na assistência a Saúde do Homem. Ano passado realizamos a primeira cirurgia inéditaurológica e este ano outras duas cirurgias de grande porte que foram realizadas graças aos recursos tecnológicos e a equipe de cirurgiões altamente capacitada. O HAC vem em uma crescente, o hospital conseguiu alcançar todas as metas pactuadas no ano passado e este ano pretende aumentar o atendimento ainda mais”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.

Este será o terceiro mutirão realizado este ano no hospital. O primeiro ocorreu em fevereiro onde foramselecionados sete pacientes que operaram hérnia e vesícula, uma das maiores demandas cirúrgicas do município. E em março oito pacientes foram operados pela equipe de Cirurgia Vascular.Explorando todo potencial cirúrgico do Hospital Alcides Carneiro (HAC), a prefeitura montará um cronograma de mutirões de cirurgias, procedimentos e exames na unidade com execução para este ano.

Acompanhando o crescimento do número de procedimentos realizados na unidade, o HAC planeja, ainda, a criação de mais uma sala para o centro cirúrgico e reformas do centro de material e esterilização (CME). O centro cirúrgico do HAC, que conta com seis salas cirúrgicas, realiza em média 640 procedimentos por mês, entre média a alta complexidade, que significam 7,6 mil cirurgias anualmente de todas as especialidades disponíveis.

          "A sugestão dos mutirões foi uma ideia abraçada pela direção do hospital que nos possibilitou projetar, inclusive,mutirões à noite e de madrugada sem que se interrompa a rotina cirúrgica do hospital. A nossa proposta é alinhar a acessibilidade da população aos recursos técnicos e a competência dos profissionais atuantes no centro cirúrgico", afirma Silmar Fortes, secretário de Saúde.

Equipe de Urologia do HAC projeta expansão dos serviços

A equipe de Urologia do Hospital Alcides Carneiro é composta por 7 urologistas que realizam em média 60 cirurgias por mês, desde cirurgias de pequeno às de médio porte e busca ampliar as de alta complexidade.  O urologista Pedro Gabrich explica que a equipe está aumentando a atuação nas cirurgias minimamente invasivas (com pequenas incisões) e as cirurgias endoscópicas (pelo canal da uretra), como as cirurgias de laser da próstata ou de tumores de bexiga onde pode ser realizada a ressecção do tumor preservando a amostra como um todo para análise da patologia.

“Realizamos ano passado uma cirurgia inédita de próstata, este ano uma de remoção completa da bexiga (Cistectomia Radical) e há 15 dias outro procedimento inédito de ressecção de tumor da bexiga. Esses procedimentos estão sendo realizados no Brasil recentemente e trouxemos para o SUS uma técnica moderna e que trás variados benefícios para o paciente”, avalia o médico.

No mutirão que será realizado nesta quarta-feira (18.04) os 20 pacientes também serão operados pelanova técnica que é minimamente invasiva. A cirurgia é realizada por meio de um aparelho endoscópico e um bisturi a laser que reduz os impactos de uma cirurgia aberta, além diminuir o risco de infecção e de dias de internação. A técnica proporciona ainda um pós-operatório mais rápido e com qualidade de vida para o paciente.

“A realização dessa técnica em um hospital público representa um avanço para o SUS no município. Conseguimos evitar a internação em leitos em CTI e o uso de bolsas de sangue para transfusão. Em grande parte dos casos os pacientes têm alta no dia seguinte à cirurgia. Estamos projetando a expansão dos serviços também na área ambulatorial e assim promover uma assistência ampla junto ao programa Saúde do Homem”, reitera o diretor do hospital, Filipe Furtuna.



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