Edição: terça-feira, 28/11/2017
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  Educação

Prefeitura vai investir R$ 1,6 milhão em frutas, legumes e verduras para alimentação escolar em 2018

Este ano, foram gastos R$ 1,2 milhão, superior à meta do governo federal

Reclamações de pais de estudantes sobre a merenda escolar serão apuradas com rigor em sindicâncias. O anúncio foi feito pelo secretário de Educação, Anderson Juliano. Diretores de escolas serão chamados a prestar contas sobre a atualização dos estoques. A medida é tomada diante do grande investimento em merenda – R$ 1,2 milhão em verduras e legumes e R$ 10 milhões em artigos como arroz, feijão e carnes – feito este ano, um total de 1,3 mil toneladas de alimentos

“A rede está plenamente abastecida e faltas pontuais devem ser respondidas pelos diretores responsáveis pelo fluxo de pedidos à secretaria”, afirma Anderson Juliano. Ele cita o Centro de Educação Infantil Professora Graça Costa, em Pedro do Rio. “A rede está plenamente abastecida e vai ser verificado porque pode ter havido falhas no fornecimento. Os diretores precisam estar atentos ao planejamento e a execução dos cardápios”.

O secretário lembra ainda o canal direto aberto pela Educação com os pais e responsáveis dos alunos: o Disque-Merenda, pelo telefone 2246-8962. “Sindicâncias já estão sendo abertas para apurar o não cumprimento do cardápio nas escolas que não estão oferecendo os alimentos sem justificativa”, disse Anderson Juliano.

Anderson Juliano destaca ainda o aumento da compra de produtos da agricultura familiar em 2018. O município comprou neste ano R$ 1,2 milhões em produtos da agricultura familiar, atingindo o que recomenda o PNAE – Plano Nacional de Alimentação Escolar – que destina 30% dos recursos para a agricultura familiar. Para o próximo ano, a intenção é de aumentar para 50% os recursos do PNAE. O chamamento público para a compra dos itens será publicado em dezembro.

“Prevemos um gasto de R$ 1,6 milhão com a agricultora familiar. Mas, a intenção é de que até o final do ano de 2018 sejam gastos aproximadamente R$ 2 milhões só com a agricultura familiar. Dessa forma vamos gastar cerca de 50% do PNAE com os produtores. Isso representa mais qualidade e variedade na merenda. Serão 29 itens desses produtores no cardápio da merenda no ano que vem”, disse Anderson Juliano.

A previsão é de sejam adquiridos através do chamamento 329 mil e 410 quilos de alimentos. Entre os itens que serão comprados estão abacate, abóbora, abobrinha, aipim, espinafre, mel, repolho, beterraba, caqui, cebola, inhame, tangerina, tomate e vagem.

A compra de itens da agricultura familiar para a composição do cardápio da merenda escolar começou em 2009. Segundo o FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – em 2014 e 2015 o município não cumpriu a meta de destinar 30% dos recursos do PNAE para a compra de alimentos da agricultura familiar, conforme determina a lei 11.947 de 2009. Em 2014 foram destinados apenas 12% dos recursos e em 2015, o montante foi de 26%.

Vale destacar ainda que, nesse ano, além do reforço na compra de alimentos da agricultura familiar, alguns produtos voltaram a integrar o cardápio depois de mais de um ano sem fornecimento como azeite, alho in natura, cereal de arroz, doce de leite, farinha de mandioca, fubá, vinagre e peixes. No primeiro semestre foram gastos R$ 10 milhões na compra de merenda, sendo R$ 2, 5 milhões gastos em gêneros do tipo proteína. No segundo semestre foram gastos mais R$ 3 milhões para reforçar ainda mais a dispensa das escolas.

Sindicâncias já estão sendo abertas para apurar o não cumprimento do cardápio nas escolas que não estão oferecendo os alimentos sem justificativa. Não há falta de carnes nas escolas e não há nenhuma ordem da secretaria para negar qualquer tipo de alimento aos alunos”, disse Anderson Juliano.



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