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sexta-feira, 19/05/2017
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Projeto “Horta Sustentável” do Centro de Referência em Educação Inclusiva

 

Alunos participam do plantio de mudas

Alface, abobrinha italiana, alecrim, tomilho, salvia, quiabo, salsa e cebolinha. Essas foram algumas mudas que os alunos do Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa – CREI ajudaram a plantar na horta sustentável que foi montada no espaço. A previsão é de que em aproximadamente dois meses a colheita seja feita. O Centro atende hoje a 260 alunos com necessidades especiais.

No Centro de Referência em Educação Inclusiva João Pedro de Souza Rosa, no contraturno, de atividades extracurriculares, os alunos têm atividades como dança, teatro, música, capoeira, esporte adaptado gastronomia e informática. O local funciona também como centro permanente de capacitação dos professores para a educação inclusiva.

Parte da horta foi montada em pneus e em garrafas pets. “Essas atividades no contra turno auxiliam o processo de aprendizagem e possibilita que eles aprendam não só sobre alimentação, mas também, sobre plantio e a importância da alimentação saudável”, disse o secretário de Educação, Anderson Juliano.

O projeto é realizado com os alunos que participam das aulas de gastronomia. “Recomeçamos o plantio nesse ano. Agora vamos regar a horta e tomar conta até que possamos colher. Utilizamos materiais que seriam jogados fora para montar o espaço, incentivando a sustentabilidade. Queremos aumentar essa horta e plantar outras mudas”, disse o professor de gastronomia responsável pelo projeto, Vitor Pizzi.

O “Projeto Horta Sustentável” desenvolvido no CREI, na oficina de cozinha laboral, segue com o plantio de novas mudas, através de uma parceria com a Mudas Katsumoto. O projeto visa desenvolver hábitos alimentares saudáveis, técnicas básicas de plantio, conhecimento dos vegetais e a colheita”, disse Vanessa Siqueira, diretora do CREI.

Aulas de gastronomia: 80 alunos atendidos

Participam das aulas de gastronomia do CREI, 80 alunos da rede municipal de Educação, incluídos na educação especial. As aulas ocorrem duas vezes na semana. “Através da gastronomia conseguimos auxiliar o aprendizado de outras matérias. Mostramos o peso dos alimentos, o volume, a quantidade, quanto é meia xícara de um alimento, como por exemplo, e isso facilita a entender a matemática. Pegamos um produto e falamos sobre a história, origem e qual melhor clima para plantio, auxiliando a história e geografia. Preparamos os alimentos e fazemos uma moeda de mentirinha. Os alunos tentam vender para as professoras e aprendem, com a necessidade de dar troco, como lidar com o dinheiro”, explica Vitor.

A melhora no desenvolvimento é relatada pelos pais e percebida pelos orientadores envolvidos no projeto. “Alguns alunos nós ajudamos a manusear corretamente os utensílios de cozinha, ajudamos na sua emancipação, na medida do possível, e de acordo com a dificuldade motora de cada um. Para cada um deles é utilizada uma técnica diferente. Os pais dizem que a depois dessa experiência, é notável a melhora no rendimento escolar, nas relações com os outros alunos, o aumento da desenvoltura. Os pais nos relatam que outros passaram a conversar mais em casa e falar da rotina, do que aprenderam nas aulas”, conta o responsável pelo projeto.

Os experimentos culinários também ajudam a incluir legumes e verduras no cardápio das crianças. “Uma experiência bacana foi o preparo de um prato com quiabo, alimento que muitos rejeitam. Após provarem a receita, eles adoraram.Essa experiência mudou a minha vida e a cada dia aprendo uma lição nova com eles que, apesar das dificuldades, estão sempre sorrindo e animados com as aulas”, explicou Vitor.?



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