Edição: quinta-feira, 11/01/2018
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  Geral

Protesto marca sete anos da tragédia no Cuiabá

Philippe Fernandes

 

As fortes chuvas que resultaram na maior catástrofe climática do país, atingindo as cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e o Vale do Cuiabá, em Petrópolis, completam sete anos. Para marcar a data e na busca por soluções efetivas para os problemas de habitação que o município enfrenta, o Movimento do Aluguel Social e Moradia realiza, a partir de 16h, um protesto no centro de Itaipava.

A concentração será na altura do supermercado Bramil, em frente ao trevo que liga o distrito à BR-495 (Estrada Petrópolis-Teresópolis). O objetivo é relembrar a tragédia e cobrar os direitos das famílias que perderam todos os seus pertences na data. Os manifestantes seguirão em caminhada até as imediações do Shopping Estação Itaipava. No retorno, será realizada uma oração ecumênica, lembrando as vítimas fatais.

- Amanhã é um dia de prece pelos que se foram e também de muita cobrança para que os direitos das vítimas sejam respeitados. Queremos que todas as promessas sejam cumpridas. Está demorando muito. Temos o apoio de movimentos de outras cidades, pessoas solidárias, que também querem que as promessas sejam cumpridas. O caminho é esse – disse Cláudia Renata Ramos, integrante do movimento.

Ações de prevenção e moradia

Sete anos após a tragédia, a Prefeitura, procurada pelo Diário, destacou ações de prevenção e a construção do conjunto habitacional do Vicenzo Rivetti, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, como as principais medidas tomadas.

Em dezembro, o município colocou em funcionamento as sirenes na Estrada do Gentio e no Buraco do Sapo, no  Cuiabá. Os equipamentos foram instalados em 2016, mas com crise financeira do Estado, elas nunca haviam funcionado na cidade. Graças a uma parceria público-privada, por meio da empresa que faz a manutenção dos outros 18 conjuntos no município, as duas localidades que foram atingidas pelas chuvas de 2011 já estão monitoradas pela Defesa Civil. O equipamento é a principal ferramenta de prevenção que a cidade possui, já que permite avisar aos moradores sobre o risco de inundações e deslizamentos de terra.  Além disso, o órgão municipal realizou a capacitação dos moradores em conjunto com o Núcleo Comunitário de Defesa Civil  (NUDEC) do Gentio para que entendam como funciona o protocolo de acionamento das sirenes e a melhor forma de seguir para os pontos de apoio da localidade, que ficam na Escola Municipal Dr. Paula Buarque e quadra do Boa Esperança, no Buraco do Sapo.

A atual gestão destacou, ainda, a política habitacional desenvolvida. As 776 casas do Vicenzo Rivetti devem ser inauguradas em abril, de acordo com o município. A Prefeitura afirmou, ainda, que articula para tirar do papel outros empreendimentos, na Mosela, Benfica, Vale do Cuiabá, Caetitu, Estrada da Saudade e Quitandinha – totalizando mais 1.324 moradias.

 



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