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  Cidadania

Reflexões sobre a luta dos negros na Casa da Educação terão continuidade no mês de junho

Atividades interdisciplinares envolvem professores e alunos

Com o objetivo de promover a reflexão sobre a história, luta dos negros e a discriminação racial, a Casa da Educação Visconde de Mauá vai continuar, em junho, às atividades direcionadas aos alunos. A ação, envolve bate-papos literários e apresentações de filmes e tiverem início no último mês. Entre os temas debatidos estão a libertação dos escravos, o preconceito e o conceito de igualdade na sociedade. Um dos objetivos é o de discutir a libertação dos escravos e levantar reflexões a respeito das consequências de 300 anos de escravidão.

“Através das atividades, os alunos poderão trocar informações e tirar dúvidas com os professores. Nada melhor do que discutir assuntos tão relevantes em um ambiente histórico e acolhedor. As atividades também mostrarão que os alunos poderão identificar os problemas que afetam a sociedade até hoje e são consequência de um racismo velado, combatendo todo tipo de preconceito”, disse a secretária Interina de Educação, Samea Ázara.

As atividades envolvem os alunos que estão participando de cursos como inglês, ballet, teatro e informática.

“Os professores estão realizando atividades diferenciadas como a leitura de textos, pesquisa e interpretação, além de leitura dinamizada. Nas aulas de teatro estão sendo trabalhados textos de escritores e poetas negros, ícones da literatura brasileira, como Castro Alves”, explica a diretora da Casa da Educação, Catarina Maul.

No dia 11 junho ocorrerá a apresentação do filme “Os narradores de Javé”, filme brasileiro em coprodução com a França de 2003, do gênero drama, dirigido por Eliane Caffé. O longa conta a história da pequena cidade Javé será submersa pelas águas de uma represa. Seus moradores não serão indenizados e não foram sequer notificados porque não possuem registros nem documentos das terras. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado em "documento científico". Decidem então escrever a história da cidade - mas poucos sabem ler e só um morador, o carteiro, sabe escrever. Depois disso, o que se vê é uma tremenda confusão, pois todos procuram Antônio Biá, o escrivão da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado.

Já dia 18 de junho será apresentado o “O Contador de Histórias”, que fala sobre a vida de criança nascida em uma favela nos anos 70. Roberto Carlos Ramos, o filho caçula de dez irmãos, com a idade de seis anos foi levado pela mãe para ser internado em uma instituição oficial, entidade assistencial recém-criada pelo governo que, de acordo com a propaganda nos meios de comunicação, preparava crianças para serem verdadeiros profissionais.



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