Edição: sexta-feira, 06/07/2018
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Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

Itaipava, 5 de julho de 2018. Um bistrô para D. Pedro

 

La Cocotte. Ou a Caçarola. Ou a gastronomia com paixão.  Mas por que para Dom Pedro? Porque aquela varanda com uma parreira de boas vindas, o janelão, o amplo salão senhorial (*), a biblioteca dos vinhos e um piano (Fritz Dobbert) que canta nas mãos do Luiz De Simone, tudo isso em Itaipava, parece uma casa de campo bem arrumada para os saraus do Imperador! 

Mas para nossa sorte é um restaurante municipal que pensa universal, ou seja, como gastronomia cada vez mais é uma experiência de muitos sentidos, a chef Lola (Manoela) Rabin comanda uma das cozinhas mais saborosas, naturais — “receitas da vovó relidas em 2018! — da Serra Verde Imperial (Itaipava).

 

Ela, o sommelier João de Souza, mais a equipe, se esforçam para oferecer um menu que se renova todas as semanas.  Primeiro, porque assim é o que manda a natureza quando se cozinha com produtos frescos, sazonais, quase pessoais; e, segundo, porque a chef Lola é inquieta, criativa e gosta de testar a sua competência no manejo de tachos e fogão, com composições que chegam aos pratos trazendo o melhor do simples.

Exemplos: semana passada, degustamos uma salada de queijo de cabra quente com figos, para abrir os trabalhos – fresca, cromática, agradável – e, a seguir, uma paleta de cordeiro cozida no forno à lenha, com batatas selvagens e/ou couscous marroquino. Bom,  a paleta passou no teste: dava para cortar a carne com a parte cega da faca. Mas há massas, peixe, aves.

           

 
 

Mas em paralelo, o Joãozinho fazia o incessante ir e vir adega-mesa, oferecendo, de entrada, um Tourraine espumante rosé do Vale do Loire produzido a partir da uva Gamay (uma núvem). A seguir, sorvemos um Castillo de Molina 2013 (este oferecido pela prima e anfitriã Sonia Orofino). Mas o que não faltam na casa são brancos e tintos interessantes. Detalhe: além de discípulo de Baco, nosso sommelier-surfista também se ocupa dos queijos e nos fez provar um  Saint-Nectaire, um Reblochon e um Morbier (França na veia!)

O La Cocotte trabalha com as fórmulas entrada + prato principal + sobremesa, ou exclusões: entrada + prato principal ou prato principal + sobremesa. E propõe  3 opções de entradas, 5 de pratos principais, queijos e 3 de sobremesas.

Por último, mas não em último, o registro da performance musical conduzida pelo pianista Luiz De Simone, com pós em música, tournés pela Europa e compositor, que assume o seu teclado e harmoniza as melodias com a comida, com o aconchego do ambiente, com um recado romântico para a Lola – ou apenas com a pauta musical da qual ele é, quando toca, criatura e criação.

 

Se fosse necessária uma definição para um almoço ou jantar no Cocotte Bistrô, aí vai: um repertório de sabores, bem-estar, convívio.

 

Recomendo a experiência. Estrada União Indústria, 13.984

(*) a decoradora foi a mãe da Lola, Patrícia Aquino



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