Edição: segunda-feira, 09/04/2018
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  Acessibilidade

 Seminário aborda inclusão e acessibilidade na FMP/Fase

A Faculdade Arthur Sá Earp Neto (FMP/Fase) promoveu o 1º Seminário sobre Deficiência, Pobreza e Inclusão no Brasil, que abordou temas cada vez mais importantes para a sociedade, como a acessibilidade. O evento, realizado no último dia 04, e organizado pelo Núcleo de Informação, Políticas Públicas e Inclusão Social (Nippis), vinculado à FMP/Fase e à Fiocruz, foi um grande sucesso.

“Esse seminário foi um sucesso pelo conteúdo, mas principalmente por colocar dentro dos nossos corações a área da deficiência e da inclusão como uma prioridade, pois a primeira coisa que a gente quer numa instituição de ensino é mobilizar e sensibilizar os estudantes para temáticas que tenham a ver com a transformação social. Espero que nossos estudantes prestem mais atenção nas pessoas com deficiência e o que eles podem fazer a partir da sua formação profissional, para modificar a realidade social”, comentou Maria Isabel de Sá Earp de Resende Chaves, supervisora geral da FMP/Fase.

Na oportunidade, a médica Izabel Maria Madeira Loureiro Maior, mestre em Medicina Física e Reabilitação, realizou contribuições valiosas para o assunto através de uma palestra sobre os desafios brasileiros e para a saúde em torno do tema da acessibilidade. “A pessoa com deficiência é, primeiro, como o próprio nome diz, uma pessoa, um cidadão - ou deseja ser um cidadão da sociedade brasileira. Então, nós temos desafios, todos nós brasileiros, a enfrentar. Um dos desafios é a desigualdade social, já que a deficiência, por si só, tem um custo adicional”, pontuou Izabel, que é cadeirante.

Durante o evento, também foi lançada uma edição especial da Revista Ciência e Saúde Coletiva, da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com artigos e produções acadêmicas sobre o tema “Proteção social, cidadania e acesso: os desafios do Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social - BPC”.

O diferencial desta edição da conceituada revista, com mais de 30 anos de publicação, é que, pela primeira vez na área de saúde no Brasil, o material impresso foi acompanhado por um CD contendo áudios dos artigos publicados, ampliando o acesso à literatura acadêmica. “Esse trabalho foi desenvolvido com a participação de estudantes da FMP/Fase, no formato de extensão universitária. Nós agregamos uma intenção pedagógica, para sensibilizar esses estudantes para a questão da inclusão social. Envolveu também o trabalho de cinco professores e uma fonoaudióloga da Secretaria Municipal de Saúde”, disse Cristina Maria Rabelais Duarte, pesquisadora e coordenadora do Nippis da FMP/Fase, em parceria com a Fiocruz.

O lançamento da revista e o tema do debate trouxeram a Petrópolis Március Alves Crispim, analista de Políticas Sociais do Departamento de Benefícios Assistenciais e Previdenciários do Ministério do Desenvolvimento Social, que acompanha o que é produzido em torno das políticas sociais para pessoas com deficiência no Brasil. “Uma revista produzida com acessibilidade possibilita que qualquer pessoa consiga ter acesso à publicação e ao assunto que está sendo debatido, que é um tema difícil, mas extremamente relevante, considerando a quantidade de pessoas com deficiência no nosso país, que fica entre 30 e 40 milhões”, afirmou.

O seminário contou também com a exposição dos trabalhos da artista Plástica e poeta Virgínia Celeste Vendramini, que é cega e foi professora de Língua Portuguesa no Instituto Benjamin Constant durante 27 anos, além de possuir dois livros premiados em concursos literários e poemas publicados em oito antologias, sendo uma de poetas luso-brasileiros. Ainda houve a apresentação musical do Coral dos Anjos, projeto petropolitano formado por pessoas com deficiência e que tem papel transformador. 

 



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