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segunda-feira, 17/07/2017
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Sistema pode integrar empresas, universidades e governo

Proposta do Distrito da Inovação de Petrópolis está sendo fomentada pelo governo municipal

Philippe Fernandes

 

Uma iniciativa da sociedade civil organizada, universidades e o poder público pode ajudar a tornar Petrópolis mais competitiva e com uma base de dados para nortear as políticas públicas. Esta é a ideia do Distrito da Inovação de Petrópolis, um projeto que está sendo articulado com o apoio da Prefeitura. A ideia é montar uma rede de dados entre as entidades de educação, empresas e o poder público, tornando a comunicação mais rápida e facilitando a geração de empregos na cidade.

Em reunião com empresários do setor de tecnologia em Petrópolis, o diretor de Tecnologia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Darlan Mendes, destacou que é preciso que todos os entes tenham um canal de comunicação e dialoguem.

- Começamos o projeto pela fase do diagnóstico, e identificamos quatro vetores da economia de Petrópolis: turismo, comércio, tecnologia e o polo cervejeiro. Porém, quando chegamosestávamos sem informações, sem os dados das empresas, não havia um canal de comunicação fluido com as universidades. Portanto, a primeira fase do projeto é abrir um canal de comunicação robusto com universidades, como a UFF, a UCP, a Fase e a Faetec. Queremos nos comunicar com elas e que elas se comuniquem também – disse.

A partir daí, segundo Darlan, começa o trabalho para criar uma atmosfera favorável para desenvolver os negócios.

- Queremos visitar as empresas, conhecer os problemas, permitir que elas coloquem as suas dificuldades para que a gente possa ajudar, articulando todos os setores envolvidos. É uma iniciativa que promove o desenvolvimento econômico da cidade – disse o diretor de Tecnologia da Prefeitura.

 

Base de indicadores para nortear políticas públicas

 

Outra proposta dentro desta ideia do DIP é a criação de um Observatório Social da Cidade, com o perfil das vocações de Petrópolis e um espaço que reúna todos os indicadores do município. Uma instituição de ensino, inclusive, já sinalizou o interesse em participar do projeto: a Fase, que já possui um laboratório social na área da Saúde.

- Eles sinalizaram o interesse em fazer o observatório social, reunindo todos os dados, em parceria com o município. É um projeto que todos estão convidados a participar, a estarem juntos, pois só assim pode dar certo – disse.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura, Luís Fernando Pessoa, uma vantagem do Distrito de Inovação é justamente conseguir reunir as informações sobre a cidade e estreitar a comunicação entre as empresas e universidades. Desta forma, as faculdades podem informar, por exemplo, os profissionais que estão buscando mercado de trabalho para que as empresas possam contratá-los, atendendo, desta forma, às suas demandas.

- Reunir todas as informações é difícil. Quando pegamos tudo, vira um filme, e a gente pode fazer um acompanhamento. A nossa ideia é que isso se torne um observatório constante de inovação. O maior patrimônio que o DIP irá trazer é justamente esta ferramenta para possibilitar a análise de diagnóstico – disse Pessoa.

O coordenador do Parque Tecnológico da Região Serrana, JonnyKlemperer, vê a iniciativa com bons olhos.

- Não é uma coisa fácil de se fazer, mas é um início. Quanto mais se demora para a implantação de um sistema como este, mais cedo precisa ser implementado. A administração pública geralmente tapa buracos e, pela primeira vez, estamos vendo a aproximação do poder público para encontrar soluções de longo prazo. É um conceito que transcende várias gestões e requer engajamento dos poderes para garantir o sucesso a longo prazo – disse Klemperer.



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