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  Eleições
 

Tarcísio Motta e Chico Alencar visitam Petrópolis

Candidatos do PSOL ao Governo e ao Senado estiveram na cidade para elaboração do plano de governo

Philippe Fernandes

O PSOL realizou nesta segunda-feira (6), em Petrópolis, o projeto "Se o Estado do Rio fosse nosso". O evento debate as políticas públicas nos municípios, para a construção do plano de gestão da legenda, que tem como candidato a governador Tarcísio Motta, vereador da capital. Em entrevista ao Diário, acompanhado da candidata a vice-governadora, Ivanete Conceição; e do candidato ao Senado, Chico Alencar; Tarcísio traçou um panorama sobre a situação do Estado e falou sobre o evento.

 

- O "Se o Estado do Rio fosse nosso" é um processo de elaboração programática das propostas que a gente quer construir e pretende apresentar nas eleições. Para nós, o momento da construção do programa precisa antecipar o que a gente deve ser no governo. Participação popular, escuta, um amplo leque de pessoas contribuindo com ideias para que o Rio saia do buraco de onde ele está e que tenha uma saída com a participação das pessoas - disse Tarcísio.

O candidato ao Governo explicou, ainda, que este é um evento democrático que busca debater questões centrais em cada município, como segurança pública, habitação, a situação dos servidores públicos e a inserção de Petrópolis na política estadual, trazendo um panorama do atual cenário e ouvindo o que os cidadãos pensam sobre cada assunto. Entre as pautas que o candidato identifica como prioritárias para a cidade, Tarcísio destacou a geração de emprego e renda.

- Tivemos um impacto da crise econômica do Estado enorme, mas sobre a região serrana, sob o ponto de vista do emprego, a situação é dramática. A gente precisa recuperar a capacidade produtiva da região serrana; e quando olhamos para Petrópolis, conseguir recuperar a cadeia produtiva da indústria têxtil e fazer com que o turismo seja importante vetor de desenvolvimento econômico na área de serviços, que é o principal elemento da cidade. A gente acha que um dos pontos fundamentais seja essa questão, com emprego digno e distribuição de renda - afirmou.

O deputado federal Glauber Braga, que acompanhou a comitiva, considerou este evento "fundamental para virar a chave, para uma política participativa  como uma ferramenta para a sociedade". Para Glauber, o "esforço coletivo é uma necessidade para virar a página do Estado".

Política como solução para sair da crise

Na avaliação de Tarcísio Motta, a crise econômica não é fruto de um "destino da natureza", mas da política do MDB, calcada em megaeventos e megaprojetos. O destacou que a situação só vai se reverter com a prática da boa política.

- Nós temos orçamento debilitado, desemprego em massa, e é muito caro viver no Rio. Precisamos reverter essa lógica e isso será feito com política. É claro que tem muita gente desencantada, mas é preciso saber que o preço do pão, o preço da passagem, a existência de saúde, de educação, tudo é política. A saída é política. Estarmos juntos pensando estas saídas. Isso significa reduzir custo de vida, gerar emprego e renda, garantir direitos públicos, recuperar orçamento do Estado. São quatro pilares para que a gente viva um novo modelo de desenvolvimento, um período virtuoso, de forma sustentável - acredita.

O candidato do partido ao Senado, Chico Alencar, destacou o papel que os representantes da Federação em Brasília terão para a superação da crise.

-  O senador tem que focar na superação daquela emenda constitucional que congelou o teto de gastos por 20 anos, pois isso inviabiliza os investimentos. Além disso, o acordo de recuperação fiscal alivia por três anos, mas, depois, é super draconiano. Uma reforma tributária é absolutamente fundamental, porque você recupera a capacidade do Estado de investir. O Brasil tem estrutura tributária que só reproduz a desigualdade, que taxa os mais pobres, que é muito regressiva. Há campo de atuação importante na recuperação real do Rio de Janeiro - disse o deputado federal.

Campanha

Na eleição, o PSOL vai enfrentar um desafio: a pequena estrutura em uma campanha mais curta, com pouco espaço no horário eleitoral do rádio e da TV. Para reverter essa dificuldade, Chico Alencar destaca o histórico do partido na oposição.

- Se há alguém que tem moral para abordar a população, mesmo enfrentando essa rejeição, somos nós. O PSOL não está incriminado em nada, não passou por investigação nenhuma, e isso nos ajuda. Além disso, em 2014 o Tarcísio não era conhecido, e agora nós estamos muito mais estruturados - disse o candidato ao Senado.

Yuri Moura, candidato do partido a deputado estadual na cidade, disse que está animado com o partido para a disputa deste ano.

- Temos uma chapa orgânica, de gente que milita na base, que tem expressividade. Além disso, tem o lado de dizer que não temos a responsabilidade pelos problemas da política. Pelo contrário, temos a responsabilidade, de lutar contra esses problemas e tentar superá-los. Estamos do outro lado da história - disse.

- A nossa bancada é militante, com histórico de luta e a autoridade de dizer não ao MDB. A rejeição que a população tem é porque ficou ouvindo, durante dez anos, que o Rio teria um grande legado, e o legado foi piorar a vida do povo. Os nossos representantes fazem uma oposição direta, bancando as demandas do movimento social - disse Ivanete Conceição, candidata a vice-governadora.



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