Edição: quarta-feira, 09/05/2018
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  Diário Comunidades

Trecho com risco de queda e falta de ônibus preocupam moradores do Bela Vista

Natália Rodrigues natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Parece não ter fim os transtornos sofridos pelos moradores da Rua Gregório Cruzick, no Bela Vista, região do Itamarati. Desde fevereiro, o ônibus da linha 317- Gregório Cruzick da empresa Cidade das Hortênsias não passa mais na rua. O motivo é um trecho com risco de queda localizado próximo a ‘ponte de ferro’, com a situação, a população é obrigada a percorrer um longo percurso a pé. O incidente ocorreu cerca de 15 dias antes da chuva que castigou o Caxambu e a região no início de março, mesmo assim até hoje os reparos não foram feitos.

A dona de casa Sandra Maria Gonçalves Cabral explicou que a Prefeitura colocou grades interditando a via, mas elas foram retiradas por motoristas que trafegam pela área. E com o caminho ‘liberado’, inúmeros carros, vans escolares, caminhões de entregas e até o que faz a recolha de lixos continuam passando pelo local normalmente.

- A Prefeitura veio aqui e colocou essas grades, mas algumas pessoas que não queriam andar mais um pouco, tiraram e colocaram do lado da pista e o pessoal voltou a passar por aqui normalmente. O certo era a Prefeitura vir aqui e consertar esse pedaço que está caindo para poder liberar a passagem do ônibus ou então deveria interditar de vez o acesso antes que a rua caia de vez – disse.

Sandra relata que ela e os demais vizinhos cobram a disponibilização de um transporte alternativo, como uma Kombi ou van como foi feito em outras comunidades, pelo menos até que as obras fossem concluídas.

- Se não tem como arrumar a rua agora, então que a Prefeitura ou a empresa coloque uma van para nos levar até a entrada da rua ou então até o terminal. O que não pode continuar é os moradores andarem em rua extensa como essa, carregando bolsas, com crianças de colo, cansados vindos do trabalho – contou.

A dona de casa completa dizendo que os moradores estão planejando fazer um abaixo-assinado e entregar uma cópia para a Prefeitura e outra para a empresa, cobrando soluções.

- Tenho que descer lá na ponte de ferro e voltar todo o caminho, moro quase na metade da rua, com isso eu acabo andando muito mais. A noite e nos dias de chuva então não tem condições  – falou.

O especialista em importação Fabiano Ferreira reside logo no início da rua, preocupado com o sacrifício dos outros moradores entrou em contato com a Prefeitura, porém, até o momento nenhuma manutenção foi realizada no trecho interditado.

- Estou preocupado com a situação dos outros moradores, a prefeitura fez manutenção da via e a limpeza, só que no trecho interditado eles não fizeram nada. O ônibus ainda não está passando por aqui, mas também nem uma van colocaram como alternativa. Muitos moradores já são idosos e andam o longo o percurso a pé  – relatou.

Questionada pelo Diário de Petrópolis, até o fechamento desta matéria a Prefeitura e a empresa  não havia se pronunciado sobre o caso.

 



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