Edição: quinta-feira, 11/01/2018
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  Política

TRF2 nega novo recurso de Cristiane Brasil contra liminar que impede posse no Ministério do Trabalho

 

Os recursos foram apresentados no TFR-2 após a desistência do governo de recorrer diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), temendo uma derrota
  
O juiz substituto do Tribunal Regional Federal da 2º Região (TRF-2), Vladimir Vitovsky recusou na noite desta quarta-feira (10/1) os pedidos feitos pela Advocacia Geral da União (AGU) e pela defesa de Cristiane Brasil de manter a posse da deputada como nova ministra do Trabalho. Com isso, a parlamentar e filha do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson continua impedida de assumir o cargo na Esplanada.  
 

Os recursos foram apresentados no TFR-2 após a desistência do governo de recorrer diretamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), temendo uma derrota após análise da presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia.
 
Cristiane Brasil foi condenada em uma ação trabalhista a pagar e R$ 60 mil em indenização para um ex motorista da família. Em outro processo, teve que fazer um acordo para impedir uma nova condenação. Para isso, foi obrigada a pagar R$4 mil para outro  motorista das empresas da família. 


Na segunda-feira (8/1), o  juiz Leonardo da Costa Couceiro, titular em exercício da 4ª Vara Federal em Niterói, no Rio de Janeiro, suspendeu liminarmente a posse da deputada como ministra do Trabalho. A liminar foi concedida em resposta a uma ação popular do Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes. A entidade diz que a nomeação da parlamentar “ofende a moralidade administrativa”.
 
"Até o fim" 
Mais cedo, em entrevista ao programa CB.Poder — uma parceria do Correio com a TV Brasília —, Roberto Jefferson disse que iria "lutar até o fim" para garantir a posse da filha.  O político, que, após ser envolvido em um episódio de corrupção, deu início a uma série de denúncias que levou ao caso do Mensalão, está convencido de que "os ataques" a Cristiane buscam, na verdade, atingi-lo, e culpou o PT, "a esquerda" e a Rede Globo pelas denúncias sobre descumprimento da lei trabalhista e que tiraram, pelo menos momentaneamente, o cargo da filha. 


"O alvo não é a Cristiane, sou eu. O PT não me perdoa", afirmou, antes de acrescentar que não deixará a filha "pagar pelos pecados do pai". Segundo ele, Cristiane tinha uma reeleição garantida este ano e acabou tendo a imagem seriamente prejudicada. "Ela tinha uma reeleição garantida, agora virou a bruxa malévola de um motorista." 



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