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  Geral

Vândalos depredam o Bar do Machado na subida da Serra de Petrópolis

 

Torcedores do Vasco da Gama viveram momentos de tensão, na noite de domingo (3), quando retornavam da última partida do time, contra a Ponte Preta, em São Januário. O bar onde fizeram uma parada para o lanche, na altura do Km 93, foi invadido por cruzeirenses que ocupavam seis ônibus que seguiam em direção a Minas Gerais. No estabelecimento foram quebradas garrafas, pratos, copos e uma bancada. Além disso, foram roubados salgados e doces. O crime foi registrado na 105ª Delegacia de Polícia, em Petrópolis. Não há informações de vítimas de agressão.

Um áudio que circula pela internet, gravado por um dos vascaínos que lanchava no bar, relata o momento de desespero.

- Estávamos subindo a serra e paramos no bar. A gente estava lá comendo quando os ônibus do Cruzeiro passaram por nós e viram que só tinha vascaínos no bar. Dois deles da torcida organizada pararam e começaram a quebrar o bar inteiro. Eu pensei que fosse morrer. Corri com os meus amigos para dentro do depósito do bar e usamos uma geladeira e um frigobar para impedir a passagem.

Escondidos, a sensação dos torcedores era de que estava acontecendo uma guerra e que as pessoas que saíram do ônibus tinham barras de ferro e facão nas mãos.  

- Era muita barulheira, gritaria e uma criança sumiu. Parecia cena de terror e eu e os meus amigos dentro do depósito pensando: estão matando todo mundo lá fora e daqui a pouco vão entrar aqui dentro e matar a gente. Nunca achei que iríamos passar por isso. Foi muita sorte ninguém ter morrido, ou foi Deus mesmo – diz o áudio.

A ocorrência foi registrada ainda na madrugada de segunda-feira (4), na 105ª DP, por volta das 00h15. Na tarde de ontem o proprietário do estabelecimento foi ouvido pelo delegado titular, Cláudio Teixeira.

Ele relatou que, por volta das 21h30, cerca de seis ônibus da torcida organizada do clube mineiro bloquearam o acesso da BR-040 em frente ao bar e aproximadamente 150 a 200 pessoas invadiram o estabelecimento, que estava cheio de clientes, já acostumados a frequentar o local. O comerciante relatou que conseguiu fechar as portas após dois minutos da primeira invasão, porém os vândalos teriam forçado a porta com chutes e madeira e a confusão retomou por cerca de 10 a 15 min.

Segundo o testemunho, os clientes invadiram a casa do proprietário do bar para se esconderem. Segundo o delegado, o comerciante não relatou ter visto barras de ferro e facões  nem ninguém com ferimentos provocados pelos invasores. Ele disse que apenas uma pessoa de sua família teria cortado o pé enquanto corria.

Quanto aos prejuízos relatados, o comerciante contou que não foi levado nenhuma quantia em dinheiro, apenas louças, uma porta e uma bancada foram quebradas. Durante a madrugada, com a ajuda de funcionários e familiares, o bar foi organizado. Ontem (4) o estabelecimento funcionou normalmente.

De acordo com o delegado, o proprietário disse que conseguiu fazer contato com a Polícia Militar, que teria abordado os veículos em Itaipava. Porém, os suspeitos não foram encaminhados à 106ª Delegacia de Polícia.

As imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas pelos investigadores, no entanto, ninguém ainda foi identificado. Cláudio disse que já oficiou a PM e que primeiro precisa saber se os policiais têm a identificação dos torcedores cruzeirenses. Ele pediu ainda que as testemunhas se apresentem na delegacia.

O ato será enquadrado no Art 41-B do Estatuto Torcedor que diz ser crime: “Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivos: § 1o  incorrerá nas mesmas penas o torcedor que: I - promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de 5.000 (cinco mil) metros ao redor do local de realização do evento esportivo, ou durante o trajeto de ida e volta do local da realização do evento;   II - portar, deter ou transportar, no interior do estádio, em suas imediações ou no seu trajeto, em dia de realização de evento esportivo, quaisquer instrumentos que possam servir para a prática de violência”. Ambos capítulos incluídos pela Lei nº 12.299, de 2010.

Em nota, o Cruzeiro informou que não tomou conhecimento deste episódio em si. No entanto, a posição do Clube é contrária a qualquer ato de vandalismo e depredação do patrimônio privado ou público. Seja por parte de torcedores organizados ou não.

 



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