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  Cidade

Vários prédios tombados pelo Iphan no Centro Histórico precisam de restauração

Fiscalizações são feitas periodicamente por fiscais do instituto

Vitor Garcia - mailto:vitorgarcia@diariodepetropolis.com.br - Foto - Alcir Aglio

 A falta de conservação é visível em alguns casarões do Centro Histórico

Clima ameno, belezas naturais e pontos turísticos. A cidade de Petrópolis foi endereço de diversos personagens importantes na história do Brasil, entre eles a família Imperial e Santos Dumont, considerado o pai da aviação. Com um passado histórico e infra-estrutura que atraem milhares de turistas todos os anos, o município assegura a permanência e usufruto dos seus bens para as gerações futuras, através dos casarões e ruas tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o professor e historiador Joaquim Eloy, o Instituto possui um papel importante na preservação da história da cidade.

- Quando Dom Pedro II assinou o decreto de povoado em Petrópolis, Major Koeler criou de certa forma o turismo, com a divisão dos quarteirões na cidade. Com isso, estrangeiros vieram à cidade de Pedro, onde realizaram construções diferenciadas, que se mantém preservadas até os dias atuais. Esses locais atualmente conservados pelo instituto têm enorme colaboração no turismo de visitação – explicou.

Em Petrópolis, diversos locais preservam a memória nacional. Entre eles estão a Casa de Santos Dumont, denominada “Encantada”, com os respectivos objetos e utilidades pertencentes ao aviador; Palácio da Princesa Isabel e seu respectivo jardim; Palácio Imperial, onde funciona o Museu Imperial; Palácio Grão Pará, entre outros.

Na cidade existem tombamentos de conjuntos que abrangem ruas inteiras, por exemplo, assim como sítios e logradouros, conjuntos urbanos, arquitetônicos e paisagísticos. Os principais locais estão formados pelas ruas Visconde de Souza Franco (do número 93 ao 609; 428 ao 590), Barão do Bom Retiro (nº 38), Dr. Sá Earp (17 ao 99). Além desse, parte da Avenida Benjamin Constant, do número 126 ao 28; Rua Santos Dumon, Montecaseros e Paulino Afonso.

Entre os mais variados locais tombados pelo Iphan também são encontradas as unidades fabris, como a Companhia Petropolitana de Tecidos; conjunto arquitetônico remanescente da antiga Fábrica Cometa, situada no Meio da Serra; Fábrica São Pedro de Alcântara e Vila operária da extinta Fábrica Comeda, localizada na Rua Padre Feijó.

Alguns outros elementos isolados também fazem parte da lista. O Edifício do Fórum, na Rua do Imperador, Palácio Itaboraí, na Rua Visconde de Itaboraí, Casa de Djanira, no Loteamento Samambaia, Stephan Xweig, na Rua Gonçalves Dias, entre outros locais, são preservados pelo Instituto do Patrimônio.

São considerados também elementos integrantes do tombamento os aspectos morfológicos, nos rios da cidade e seus afluentes. Nestes, árvores plantadas às margens dos rios, pontes, muretas e guarda-corpos são características especificadas no processo relativo ao acervo arquitetônico e paisagístico da Cidade Imperial.

Preservação

Os principais locais turísticos da cidade, tombados pelo Iphan, mantém estruturas impecáveis. Entretanto, há outros pontos menos conhecidos, que necessitam da devida atenção e cuidado. Em alguns casos, a sujeira na fachada, a falta de pintura e infiltrações, escondem os trabalhos de vários anos.

Na Rua do Imperador, por exemplo, a fachada tombada de uma sobreloja, próximo ao número 900, não recebe manutenção há anos.

- Infelizmente existem os proprietários que não tem muito cuidado com seus imóveis. Hoje, muitos casarões são alugados com o objetivo de exercer atividades comerciais – lamentou o professor Joaquim.

De acordo com o Iphan, a responsabilidade pela preservação dos bens tombados federais é de seus proprietários, cabendo ao instituto prestar consultoria para intervenções, acompanhar as restaurações, aprovar os projetos e fiscalizar. A entidade ainda informou que não coloca recursos em bens tombados que não sejam de sua propriedade, a não ser em casos onde, comprovadamente, o responsável não tenha recursos. Mesmo assim, as obras são apenas emergenciais, para evitar o arruinamento do imóvel e abrangem apenas escoramentos, estanqueidade e elétrica.

Questionado sobre a vistoria nesses locais, o órgão afirmou que os fiscais realizam inspeções periodicamente, recebendo sistematicamente, denúncias sobre irregularidades envolvendo esses bens.

 



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