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  Economia

Vendas para a Copa ainda não engrenaram

Comerciantes esperam que o movimento comece a melhorar com a proximidade do evento

Philippe Fernandes


 Falta um mês para a Copa do Mundo, mas as vendas no comércio de Petrópolis ainda não empolgaram. Lojistas do Centro Histórico dizem que o movimento está apenas razoável, e que a crise econômica impediu um resultado melhor até agora. Algumas lojas, inclusive, só estão começando a decorar e organizar o espaço agora. A retração nas vendas para o Mundial segue tendência observada em todo o país.

Em uma loja que vende produtos utilitários na Rua 16 de Março, o público está começando a entrar no clima. De acordo com o proprietário, o pontapé inicial deve ser dado a partir de agora, após a convocação da Seleção Brasileira.

- As pessoas estão comprando... Acho que, com a convocação, o movimento de vendas deve melhorar. Se for igual à Copa de 2014 vai ser bom, porque, agora, muita gente ainda está ressabiada após o 7 a 1. Acho que só após o segundo jogo haverá maior empolgação - disse Pedro Cabral.

Para Ruth Mussel, gerente de uma loja de utilidades da Rua do Imperador, as vendas estão "razoáveis", mas a crise econômica vivida pelo Brasil dificulta uma movimentação maior.

- As vendas são razoáveis, estamos conseguindo comercializar buzinas, bandeiras e chapéus. A princípio, acho que vai ser no mesmo nível do ano passado. Infelizmente estamos vivendo um momento difícil, as pessoas estão debilitadas por conta da crise econômica - declarou Ruth.

A crise, aliás, afetou todos os setores. De acordo com o gerente de uma loja que vende artigos esportivos, Wellington Lichtenberger, esta é a principal razão para o mercado ainda não ter engrenado na cidade.

- Não houve melhora nenhuma na venda de material esportivo até agora. Acredito que a principal razão seja a crise política vivida no Estado do Rio e também em Petrópolis, pois em lojas de outros estados temos percebido que o resultado é bem melhor do que o registrado aqui. Neste ano, houve uma queda absurda no movimento - disse, informando que a redução até agora é de 30%, na comparação com o período prévio da Copa do Mundo de 2014.

Segundo Dyego Silveira, gerente de uma papelaria tradicional da cidade, a expectativa é boa. A loja onde ele trabalha começou a se preparar para o Mundial nesta segunda-feira (14).

- Estamos começando a nos preparar. Temos uma expectativa de conseguir bons resultados. Fizemos um grande investimento para todos possam se equipar para torcer pelo Brasil, e também vamos decorar a loja - disse.

Tendência nacional

O fraco movimento é uma tendência observada em todo o país. Nem mesmo o setor de eletroeletrônicos, historicamente beneficiado no período, tem demonstrado otimismo com as vendas. Especialistas entrevistados pela Agência Brasil apontam que, em função da crise, há indicações de que o setor informal venha a ser o mais beneficiado pela Copa deste ano.

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a expectativa é que a Copa resulte na venda de 12,5 milhões de aparelhos de tv em 2018. Apesar de o volume ser 10% superior ao de 2017, a tendência é de que, no primeiro semestre de 2018, ele fique abaixo do anotado no mesmo período em 2014, quando da última Copa, realizada no Brasil, e vencida pela Alemanha.

(Com informações da Agência Brasil)



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