Edição: quarta-feira, 11/04/2018
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  Saúde

Vírus influenza preocupa população petropolitana

Daniela Curioni – especial para o Diário


 Os números de casos de mortes confirmados pelo vírus influenza têm preocupado a população. A campanha de vacinação do Ministério da Saúde foi adiada para o dia 23 de abril. Isso tem feito muitas pessoas procurarem clínicas particulares para se protegerem.

De acordo com a médica infectologista pediátrica Priscilla Feleppa,  a maior procura pela vacina ocorre no final do outono e início do inverno.

- É importante ressaltar que a aplicação da vacina deve preceder os meses de maior incidência viral, dando tempo do indivíduo produzir resposta imunológica, alerta a infectologista.

A vacina da gripe, já está disponível na rede privada. A média de preço varia entre R$110 e R$130.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, os vírus influenza são transmitidos facilmente. Um indivíduo pode contraí-la várias vezes ao longo da vida. Em geral, tem evolução auto limitada, podendo, contudo, apresentar-se de forma grave.

Circulação do vírus em Petrópolis

Influenza - de acordo com a prefeitura, o município registrou 23 casos suspeitos de influenza no ano passado.

Síndrome respiratória aguda grave – foram 12 causados por vírus sincicial respiratório e sete de vírus não especificado. Em 2017 ainda ocorreram óbitos de duas mulheres, ambas eram doentes crônicas e que não se imunizaram na campanha contra gripe, a primeira veio a óbito por agravamento do quadro por influenza B e a outra por Influenza A.

Neste ano, ocorreram dois casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave. O primeiro caso em janeiro e o segundo em fevereiro. Ambos pacientes ficaram internados, foram tratados e tiveram alta. Não ocorreram casos de H1N1 e nem H3N2 em 2017 e nem este ano.

Vírus Sincicial - O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma das principais causas de infecções das vias respiratórias e pulmões em recém-nascidos e crianças pequenas, e um de muitos vírus que podem causar bronquiolite (infecção dos brônquios, nos pequenos tubos respiratórios dos pulmões).

De acordo com a prefeitura, em 2017 foram confirmados 11 casos em crianças e um caso em adulto na cidade, os pacientes ficaram internados e receberam alta após o tratamento. Em caso de crianças com predisposição a desenvolver o vírus sincicial respiratório (VSR) é indicado, por prescrição médica, o Palivizumabe que é um anticorpo que pode reduzir o risco de infecção por RSV. Ele é dado como uma injeção intramuscular uma vez por mês para crianças que estão em maior risco de doença grave causada por VSR, que incluem as muito prematuras e alguns bebês com doença pulmonar crônica. A aplicação do anticorpo é realizada no Centro de Saúde após indicação e encaminhamento do pediatra da criança.

A médica Priscilla Feleppa explica que o vírus influenza (com vários subtipos) e o vírus sincicial respiratório (conhecido como RSV) são vírus diferentes.

- O influenza costuma causar quadros graves de síndrome respiratória aguda e o sincicial (RSV) acomete principalmente crianças nos primeiros seis meses de vida e prematuros.

De acordo com a médica, o RSV pode ser letal, principalmente em bebês prematuros e crianças com broncodisplasia pulmonar.

Casos no Brasil em 2018

Em 2018, até 31 de março, foram registrados 228 casos de influenza em todo o país, com 28 óbitos. Do total, 57 casos e 10 óbitos foram por H3N2. Em relação ao vírus H1N1, foram registrados 84 casos e 8 óbitos. Ainda foram registrados 50 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 37 casos e 4 óbitos por influenza A não subtipado. Em 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza. 

No mesmo período de 2017, foram registrados 276 casos de influenza no país, com 48 óbitos. Desse total, 21 casos e 6 mortes foram por h1n1; 158 casos e 20 óbitos por h3n2; 63 casos e 21 óbitos por influenza B; e 34 casos e uma morte por influenza A não subtipada. Informações do Ministério da Saúde.

 

 

 

 


 

 

 



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