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  Geral

Arquiteto sugere mais investimentos em acessibilidade

 

Depender de favores é um constrangimento para qualquer pessoa que vive com alguma deficiência física ou neurológica. Mas, essa sensação de incapacidade pode ser ampliada ainda mais em cidades com pouco investimento em ações de acessibilidade e planejamento urbano, como acontece na cidade de Petrópolis.

De acordo com o Censo 2010, mais de 45 milhões de brasileiros possuem pelo menos um tipo de deficiência, representando quase um quarto da população. Destes, mais de 35 mil moram na Cidade Imperial. O arquiteto Adriano Gomes, do escritório Arqgom Arquitetura, acredita que, com investimento e planejamento, é possível tornar a cidade mais acessível.

- O Centro Histórico é bem plano e equipado com calçadas, mas essas calçadas, na maioria das vezes, são estreitas e possuem obstáculos como postes no meio. As rampas também são muito escassas e tendem a ser mal projetadas. Soma-se a isso a grande quantidade de construções públicas que não possuem qualquer tipo de equipamento que permita o acesso autônomo de pessoas com deficiência - lembra o arquiteto.

Segundo Adriano, um turista que possua alguma deficiência teria sérios problemas para fazer um trajeto simples que é sair do Museu Imperial, ir até a Catedral e caminhar pela Avenida Koeler até a Praça da Liberdade.

- No centro ou reta de Itaipava é praticamente impossível de ser percorrido por um cadeirante, mesmo com as obras de urbanização - completa.

A cidade, que nasceu de um sonho do Imperador D. Pedro I e que hoje soma 174 anos, possui dezenas de prédios com estruturas antigas, tombados pelo patrimônio histórico e qualquer mudança deve cumprir determinadas exigências. Neste sentido, manter a característica arquitetônica do município pode se torna um desafio.

- É preciso ter mais cuidado nas intervenções de sítios históricos e imóveis tombados. É importante que órgãos como o IPHAN fiscalizem essas práticas e que profissionais capacitados sejam contratados para elaborar os projetos - explica o arquiteto.

Empresas privadas investem em soluções

Empresas multinacionais como a Orange, localizada no bairro Quitandinha, estão atentas às demandas da sociedade e realizam constantes projetos de inclusão.

- Havia um funcionário com estatura muito baixa que tinha dificuldades em acessar diversos equipamentos projetados para atender a ergonomia média. A solução foi projetar um equipamento específico sobre rodinhas que pudesse ser levado para os lugares e permitisse o acesso igual ao dos outros funcionários - recorda o arquiteto.

Exemplos de cidades inclusivas

Milão, Barcelona e Londres. Todas estas cidades possuem uma característica em comum: são consideradas referências em acessibilidade.

- Considero que estas cidades na Europa se desenvolveram muito nessa área em consequência das guerras que mutilaram milhares de pessoas. Nós não passamos por isso, mas hoje não dá para pensar mais que pessoas tenham que se isolar e abdicar de seu direito à cidade simplesmente por terem algum tipo de limitação de locomoção - conta Adriano.



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