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  Covid-19

Especialistas da saúde falam sobre importância e eficácia das doses de reforço contra a covid-19

Dados mostram que vacinação foi responsável por queda de internações e mortes

 


 Foto: Pixabay

Roberto Jones – especial para o Diário

O desconhecido sempre vem cercado de dúvidas e desconfianças. Como é o caso da covid-19 e das vacinas contra a doença. Muitos questionamentos surgem em relação à elas: “Pra que tantas doses de reforço?”, “Se a vacina é eficaz, porque continuam tendo casos?”, “Por que mesmo tendo sido vacinado, precisamos manter os protocolos de segurança?”. A fim de responder essas e outras perguntas, o Diário convidou dois especialistas da área da saúde, o diretor do Fórum Itaboraí, Fiocruz de Petrópolis, Felix Rosenberg, e o infectologista e professor da UNIFASE/FMP, Antônio Luiz Chaves Gonçalvez, para conversar sobre o assunto.

Petrópolis já está aplicando a terceira dose da vacina na população geral, e essas doses servem para fortalecer a proteção contra a doença. Segundo Felix, as chances de uma pessoas desenvolver os sintomas graves da doença, ser internada ou falecer são vinte vezes menores do que sem a vacina. “Hoje em dia, a possibilidade de pessoas sem comorbidade, que tenham tomado a vacina de reforço, virem a ser internadas é praticamente zero, então não há absolutamente nenhuma dúvida sobre o efeito da vacina quanto a gravidade da doença” diz ele.

O infectologista, Antônio Gonçalvez, cita diversas vacinas em que as doses de reforço são obrigatórias, como a Tríplice de adulto para difteria, coqueluche e tétano e a vacina contra hepatite B e A. “O uso de doses de reforço são comuns a outras vacinas, lamentavelmente, as campanhas antivacinas são comuns no mundo inteiro, o que acho um absurdo e uma crueldade” relata.

Eficácia da vacinação

A eficácia da vacina pode ser comprovada através da redução dos casos graves, ou seja, das internações, e das mortes pela covid-19. “Se não houvesse a vacinação, nem queira pensar em quão pior seria a pandemia, insisto que é só acompanhar as curvas que mostram o aumento de cobertura da vacina e a diminuição das internações e mortes” afirma o diretor da Fiocruz.

Em Petrópolis, a afirmação é verdadeira quando analisados os boletins epidemiológicos divulgados pela Prefeitura Municipal. De 13 de março a 13 de maio de 2021, a taxa de mortes por covid-19 era de quase 8 por dia. Em dois meses foram totalizados 474 óbitos. Os casos positivos da doença também eram muito altos, cerca de 210 novos casos confirmados por dia, em dois meses, os casos subiram em 12.267.

Quando comparados os dados dos dois meses mais recentes, referentes ao período de 14 de novembro de 2021 a 12 de janeiro de 2022, foram registrados 18 óbitos durante os dois meses. O que significa média de uma morte a cada três dias. Os casos confirmados de covid também abaixaram consideravelmente, já que foram um total de 465, cerca de 7 casos por dia.

Em maio do ano passado a cidade tinha 293 internações em leitos clínicos e de UTI, da rede pública e privada. No último boletim divulgado, de 12 de janeiro, houve 10 internações, número bem menor do que quando não havia vacina para todos. Em 30 de julho, por exemplo, quando mais de 115 mil petropolitanos já haviam recebido a primeira dose, o número de internados caia para quase metade, sendo 123. Isso só comprova o que foi dito por Felix

Mantenham as medidas de proteção

Com o avanço das novas variantes, continua sendo imprescindível manter as medidas de proteção como o distanciamento social, uso de máscaras e álcool em gel, mesmo entre a população vacinada, a fim de reduzir a transmissão do vírus. “Convenhamos que, mesmo que elas não se contagiem com a doença muito grave no momento, ela causa mal estar, lesões incomodas, dores de garganta, de cabeça, manifestações consideradas leves, mas que afastam do trabalho e que prejudicam” diz o diretor.  Ele ressalta ainda que continuar se protegendo e reduzindo a transmissão do vírus, também irá diminuir o risco de sintomas graves para pessoas idosas ou com comorbidades.

O infectologista, Antônio Gonçalvez, reforça que a ciência não tem todas as respostas de como este vírus continuará a se comportar e é de extrema importância evitar que novas variantes surjam. “Como a cobertura vacinal ainda está inadequada no Brasil e no mundo, é evidente que este vírus respiratório continuará a se disseminar. Lamentavelmente, também a vacinação nas crianças aqui no Brasil ainda não começou o que facilita a disseminação viral, aumentando também o risco de novas variantes” afirma.

De quanto em quanto tempo terei de me vacinar?

Ainda não é possível dizer com certeza qual será a periodicidade em que as doses da vacina contra a covid-19 deverão ser aplicadas, pois isso dependerá do aparecimento de novas cepas e de como elas serão incorporadas às vacinas. Segundo o professor da UNIFASE, ainda não existem parâmetros para se definir qual será o período de aplicações mas, aparentemente, deverá ser de 6 em 6 meses ou de 12 em 12 meses.

Vacina deixa sequelas?

Todos os medicamentos têm efeitos colaterais, em proporções muito pequenas, disponíveis na bula de qualquer remédio. Com as vacinas não seria diferente, existem diversas reações que são esperadas, como dor no local da aplicação, febre e dor de cabeça, mas todas elas durante os poucos dias após a aplicação. “Os efeitos colaterais não são a longo prazo, isso não existe, imagina, foram feitos estudos no mundo todo para liberar essas vacinas, e têm sido muito rígidos em relação ao que chamamos de fase 1 dos testes de vacina, que é justamente o de segurança” esclarece ele em relação à supostas sequelas vindas da vacinação.



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