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  Cidade

 Prédio dos correios será alienado

 

Daniela Curioni – especial para o Diário/Foto - Alcir Aglio

 

 

Construído em 1922 em arquitetura neoclássica por Epitácio Pessoa, o atual prédio que abriga a primeira agência dos Correios, no centro da cidade Imperial, será colocado no rol de propriedades que serão alienadas pela empresa. A iniciativa faz parte do programa de otimização da carteira imobiliária dos Correios.  A empresa divulgará em breve o endereço para a nova agência.

Os Correios lançaram diferentes editais de alienação de imóveis em diversas regiões do Brasil. Até o mês de maio deste ano, a estatal já alienou 39 imóveis, entre terrenos e prédios. De acordo publicações na página da estatal dessa quarta-feira (09), mais 12 certames licitatórios estão agendados até o mês de agosto.

A iniciativa faz parte do programa de otimização da carteira imobiliária dos Correios e visa, além da redução de gastos com a manutenção de prédios, ociosos e subutilizados, arrecadar recursos para investimento na própria empresa, como a contínua modernização do parque operacional e frota.

Um Palácio no coração do Centro Histórico

O prédio, no coração do Centro Histórico, completa 99 anos. O edifício atual, de grande porte e interior luxuoso, foi construído no início da era republicana quando os Correios e Telégrafos eram uma instituição símbolo de modernidade. Mas os Correios em Petrópolis têm 173 anos. Em 1 de outubro de 1848, Dom Pedro II assinou o decreto de implantação dos Correios na cidade, um dos primeiros do país.

O palácio dos Correios é uma obra do governo Republicano em plena cidade imperial. Foi inaugurado, em 1922, pelo presidente Epitácio Pessoa. Na fachada estão as colunas em estilo neoclássico. No interior os lustres são originais. Os três salões estão interligados e os vitrais são uma atração à parte, uma explosão de cores na escadaria e no centro do teto, em forma elíptica.

No local, ao postar uma carta ou enviar uma encomenda, é possível fazer uma viajem no tempo.

O prédio foi construído onde antes ficava um jardim do palácio Grão Pará, que pertence à família imperial. A venda foi autorizada pela princesa Isabel, que estava no exílio, para o governo da República, por uma quantia considerada simbólica na época. A única exigência da princesa foi que o busto do pai dela, Dom Pedro II, ficasse na entrada do prédio.

Foi Dom Pedro II que em 1848 assinou o decreto de criação dos Correios em Petrópolis, um dos primeiros do país.

 



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