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  Colunistas
Reinaldo Paes Barreto
COLUNISTA

 

 

Café com cheirinho
 
Que a vida é movimento, sabemos todos. Mas nem sempre só de ida. Há meias-voltas, volver, em busca do bom equilíbrio. E no universo da gastronomia não poderia ser diferente. Na receita dos grandes chefs franceses dos séculos XVII em diante, por exemplo, as refeições obedeciam a um ritual rígido: entrada, prato principal, queijos, sobremesa. Três séculos depois, durante a era da chamada Nouvelle Cuisine, no início da década dos 70, os mesmos franceses (sempre eles!) criaram os chamados “menus confiance”, cuja proposta,  como o nome sugere, era que o cliente deixasse a critério do chef a escolha dos pratos que iriam saborear. Em geral eram vários, em mínimas porções.  
Vida que segue, e ainda na França. Na sequencia, e no bojo do movimento vida saudável, houve um retorno à “cozinha da vovó”, que eles batizaram elegantemente de “cuisine du marché”, ou seja, aquela preparada com ingredientes frescos, colhidos ou comprados no dia, neste caso em feirante ou verdureiro conhecido, que anotava as compras num caderno. Mas veio a crise dos anos 80, o dinheiro começou a escassear e surgiram as “formules”, ou “plats du jour”,  eufemismo, para pre;o fixo (reduzido) com uma entrada, prato principal e sobremesa.
  
 Menus de formules e plats du jour 

 

 

Agora vamos para o Rio, sempre criativo. Crise? Folhas e frios. Vi muito ex-rico na fila do Delírio Tropical e do Celeiro (saladas), dizendo alto e bom som que estava de rigorosa dieta... Na mesma apareceram os restaurantes a quilo e estes de cima para “a ter pressa”. E claro, nasceu um novo público.
Beleza. Mas no vai-e-vem da criatividade, a mais recente tendência são as “experiências gastronômicas” que podem conistitir em menus-surpresa – em geral, um casal bom de cozinha convida oito, dez, doze pessoas que não se conhecem para um jantar preparado por eles, harmonizado com vinhos da adega deles, por um preço pré-fixado. E os almoços (pode ser jantar, também) organizados pela Marly Galvão. Organizados e cenografados!
  
Marly com o vídeo em apresentações

 

Nestes, em restaurantes parceiros e além do óbvio – boa comida – ela arruma com requintes de cenários de novela da Globo (*) os pratos, os copos e os “seus”produtos: vinhos e azeites Dona Berta, cachaça Cambéba e aromatizadores. E qual o diferencial? São vários: o menu e preço pré-fixado, o clima de integração entre os comes e bebes e o ambiente, e a verdadeira aula sobre os parreirais e as oliveiras dos vinhos e azeite Dona Berta, produzidos no Douro. Finalmente o alambique e a história de uma das primeiras cachaças orgânicas, esta em Goiáis e a história de como tudo começou, etc.
Sem contar que a Marly tem uma paciência de monja beneditina: explica como degustar, quais as sensações organolépticas dos aromas no nariz e do azeite no palato... E, de uns tempos para cá, acrescentou o “café com cheirinho”.
 
 Marly com o vaporizador e as miniaturas de cachaça

 

Ou seja, um saché de café coado, da marca Orfeu, 100% arábico, que ela compra na Fazenda Sertãozinho, em MG, e pode ser orgânico, clássico, intenso ....  batizado com um “orvalho” (50ml) de cachaça Cambéba.
Detalhe: as grandes apreciadoras são as mulheres..
(*) A Marly trabalhou como engenheira na Globo durante 33 anos, aposentou-se e em vez de comprar uma barraca de praia, recomeçou voo solo importando vinhos e azeites de Portugal. E se prepara para cada apresentação como noiva para as fotos, na Fliresta da Tijuca!
Isso desperta a curiosidade e o apetite.
A seguir, com uma paciência de monja trapista, ela vai de pessoa a pessoa ensinando como provar o azeite Don Berta, valorizando a cor, aroma e a sensa;áo na boca/ depois deixa rolar a refei;áo . E, no final, a outra supresa. O caf[e com cheirinho. Ou seja, um sachë de caf[e coado, Orfeu, 100% ar[abico, que pode ser orgânico,....  que ela compra em Minas. Detalhe? O caf[e um vez pronto [e ~batizado~com um cheirinho de cacha;á org”nica também, Cambebba.
 
A Marly tem uma hist.[oria bonita? ........
 


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