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  Legislativo Municipal

Vereador quer implantar Política Municipal sobre Endometriose em Petrópolis

Iniciativa de Gil Magno (DC) foi aprovada em primeira discussão pela Câmara Municipal

Foto: Divulgação CMP

 

 

Rômulo Barroso - especial para o Diário de Petrópolis

 

A Câmara Municipal aprovou em primeira discussão a criação de uma Política Municipal de Educação Preventiva ao Enfrentamento, Conscientização e Orientação Sobre a Endometriose. O projeto de lei é uma iniciativa do vereador Gil Magno (DC) e recebeu 14 votos favoráveis na sessão da última terça-feira (21/06).

De acordo com o vereador, o objetivo do projeto é que as petropolitanas tenham maior acesso a informações sobre essa doença, que é crônica e pode atrapalhar bastante a rotina da mulher acometida por ela. Ao mesmo tempo, a proposta quer implantar um sistema de dados que ajudem a nortear ações do poder público para atender e oferecer os tratamentos necessários para amenizar os sintomas.

"Para você tratar da doença, é preciso buscar dados, ter essas informações para ter medidas preventivas e poder ajudar a quem sofre dessa doença", disse Gil Magno durante a sessão de terça-feira. Na justificativa do projeto, o vereador ressalta que "Com os avanços da medicina e um bom suporte especializado, é possível controlar o problema e ter uma vida mais feliz e tranquila".

Essa política teria dois eixos principais: a divulgação sobre a doença (características, sintomas, precauções, orientações sobre busca pelo diagnóstico precoce e tratamento) e de ações preventivas, terapêuticas, reabilitadoras e legais relacionadas à endometriose; e a implantação do sistema de dados que permita coletar informações sobre a população atingida e a incidência da doença e que possam contribuir para aprimoramento de pesquisas científicas sobre o tema.

Para que o projeto de lei seja aprovado em definitivo, é necessário receber maioria de votos favoráveis em uma segunda votação. Caso isso ocorra, a proposta é encaminhada para sanção ou veto do prefeito Rubens Bomtempo.

 

O que é a endometriose

A Biblioteca Virtual em Saúde, mantida pelo Ministério da Saúde, define a endometriose como "uma doença inflamatória provocada por células do endométrio (tecido que reveste o útero) que, em vez de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar".

Segundo Associação Brasileira de Endometriose, mais de 6,5 milhões de mulheres têm a doença no Brasil. A entidade aponta que não há uma causa específica, mas há "fatores imunológicos, genéticos, fatores de crescimento e alterações enzimáticas envolvidas que tornam o endométrio de pacientes portadoras mais susceptível ao desenvolvimento da doença".

O diagnóstico é feito através de exame ginecológico clínico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem. Essa é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, quando a produção de hormônios femininos cai e a mulher deixa de menstruar. Porém, até chegar esse momento, quem tem endometriose pode sofrer bastante com os sintomas: cólicas duante o período menstrual (a ponto de incapacitá-la de realizar atividades habituais), dor durante relações sexuais, dor e sangramentos intestinais e urinários durante a menstruação e dificuldade de engravidar - neste último caso, cerca de 40% das mulheres com endometriose também sofrem com infertilidade.

Uma alternativa é o uso de remédios que suspendem a menstruação e, em caso de lesões maiores, cirurgias. Outra possibilidade de tratamento para a mulher que já teve filhos é a remoção de ovários e útero.



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