Edição anterior (2359):
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Ed. 2359:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2359): segunda-feira, 26 de abril de 2021

Ed.2359:

Compartilhe:

Voltar:


  Geral

Abril caminha para terminar com recorde de mortes e internações em Petrópolis

Em 18 dias, a média diária de óbitos ficou em quase oito na cidade

Wellington Daniel

 

O mês de abril termina nesta semana e caminha para bater tristes recordes da pandemia em Petrópolis. Segundo dados de sexta-feira (23) da Secretaria Municipal de Saúde, a média de internações já é a maior de toda a pandemia, com 318 pacientes no total. Já o número de mortes, em 18 dias, é o segundo maior, com 140 óbitos, atrás apenas de março, quando foram 179.

Uma morte só entra nas estatísticas da covid-19 da Secretaria de Saúde após resultado do exame swab positivo e o atestado de óbito. O processo é administrativo e só é realizado em dias úteis. Desta forma, há um certo atraso na contabilização. Os últimos três óbitos contabilizados, por exemplo, ocorreram no dia 18. Ou seja, neste período, a cidade teve 140 óbitos, o que dá uma média de quase oito por dia.

Abril também repetiu o recorde de óbitos ocorridos em um único dia. No dia 9, foram 13 petropolitanos que perderam a vida para a doença. É o mesmo valor que foi atingido em 30 de março, quando a Prefeitura adotou medidas mais restritivas, uma espécie de lockdown parcial, na tentativa de conter o vírus.

Este primeiro quadrimestre, de forma geral, é um dos períodos mais tristes já enfrentados pelos petropolitanos. De 1 de janeiro a 18 de abril, ocorreram 481 mortes de petropolitanos devido à covid-19. Entre março e dezembro de 2020, foram 405. Ao todo, Petrópolis perdeu 886 cidadãos na luta contra o vírus.

 

Internações

O número de internações também acelerou. Em leitos clínicos, por exemplo, a média de pacientes subiu 54,7% em relação a março, de 106 para 164. Estes números são referentes a rede pública e privada. O pico foi registrado em 2 de abril, com 216 internados. Até então, o recorde era do terceiro mês de 2021. Na sexta-feira (23), o SUS não contabilizava pacientes de fora do município.

Já os leitos de UTI, tiveram alta de 28,3%, indo de 120 para 154. Até então, março também detinha o recorde de internações em unidades de terapia intensiva. O maior número de internados foi registrado há um mês, no dia 25 de março, quando 175 pacientes necessitaram de tratamento intensivo.

Em números totais, seja em leitos clínicos ou de UTI da rede pública e privada, a média de internações subiu 41,3% de um mês para o outro, indo de 225 para 318. O pico foi visto no dia 1 de abril, quando 374 pacientes estavam em uma unidade hospitalar por causa da covid-19.

 

Medidas restritivas

No dia 30 de março, a Prefeitura iniciou uma série de medidas mais restritivas para tentar conter o avanço do vírus, determinando, por exemplo, o fechamento de serviços não essenciais. O pacote de restrições durou sete dias e, após esse período, as atividades foram liberadas gradativamente.

O Diário comparou o número total de internados registrado no dia 29 de março, véspera da validade das restrições, com o dia 20 de abril, duas semanas após o fim das mesmas. Nesta comparação, é possível notar uma leve redução, de 5,4%, já que o total de internados foi de 334 para 316.

A taxa de ocupação pelo Sistema Único de Saúde também teve redução. Segundo o boletim da Prefeitura, os leitos clínicos tinham 71,43% de ocupação no dia 29 e caiu para 59,84% no último dia 20. Nas unidades de terapia intensiva, a taxa continua alta, mas também reduziu um pouco, de 93,75% para 89,34%.

Na sexta-feira (23), o boletim apontava para um total de 318 internados na rede pública e privada. Pelo SUS, a taxa de ocupação dos leitos clínicos ficou em 58,27% e de UTI, em 89,26%. Até o fechamento desta matéria, a atualização de ontem (24) ainda não estava disponível.

 

Dados dos cartórios

Os números dos cartórios também apontam para um mês triste na história da cidade. Segundo o Portal da Transparência da Associação Nacional de Registradores Naturais (Arpen Brasil), até ontem (24), eram 417 mortes de diversas causas contabilizadas em Petrópolis. O número é 117% superior à média de registros entre 2015 e 2020, quando, nos 30 dias do mês, o número ficou em torno de 192.

A covid-19 apareceu como causa ou suspeita em 245 registros no período, segundo o portal. É a principal causa de morte da cidade entre causas respiratórias e cardíacas. O infarto, que vem em segundo, teve 27 registros. Demais óbitos não relacionados a respiração ou sistema cardiovascular foram 52.

 

Casos, mortes e internações totais:

Mês

Casos confirmados

Óbitos

Internações totais

Janeiro

4.509

110

165

Fevereiro

2.199

52

115

Março

6.312

179

225

Abril

1.225

140

318

 

 

Causas de óbitos entre os dias 01 e 24 de abril:

Fonte: Arpen Brasil

Causas

2019

2020

2021

Insuficiência respiratória

16

13

15

Pneumonia

29

30

22

Septicemia

25

25

25

Respiratória indeterminada

0

0

0

SRAG

0

1

2

AVC

13

13

11

Infarto

9

14

2

Cardiovasculares inespecíficas

20

16

18

Covid-19 (confirmado ou suspeita)

0

15

245

Demais óbitos não citados

26

24

21

Total

167

176

417



Edição anterior (2359):
segunda-feira, 26 de abril de 2021
Ed. 2359:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2359): segunda-feira, 26 de abril de 2021

Ed.2359:

Compartilhe:

Voltar: