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Alta no preço das passagens aéreas faz consumidores repensarem viagens e buscar alternativas mais econômicas

Foto: Magnific
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Jamis Gomes Jr. - especial para o Diário de Petrópolis

Viajar de avião ficou mais caro no Brasil em março. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o valor médio das passagens aéreas domésticas subziu 17,8% entre fevereiro e março deste ano, passando de R$ 617,78 para R$ 707,16, já com o desconto da inflação medida pelo IPCA. O aumento também foi percebido no chamado yield real médio, indicador que mede a receita obtida por passageiro a cada quilômetro voado. O índice saiu de R$ 0,4831 por quilômetro em fevereiro para R$ 0,5549 em março.

De acordo com especialistas do setor, a principal razão para essa alta está no aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, especialmente no preço do querosene de aviação (QAV). O combustível foi impactado pela valorização internacional do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio, registrado em fevereiro, o que pressionou diretamente o setor.

Em Petrópolis, o reflexo já começa a ser percebido entre os consumidores. Segundo Daniella Vita, da Vita Viagens, muitos clientes passaram a analisar com mais cuidado o orçamento antes de fechar novos roteiros.

“Sim, já percebemos esse movimento. Alguns clientes questionam mais os valores e chegam a repensar datas ou destinos, enquanto outros até comentam com alívio por já terem garantido seus pacotes antes do aumento”, explica.

A empresária destaca que, mesmo diante desse cenário, ainda existem estratégias que ajudam o consumidor a economizar e manter os planos de viagem. “O principal é o planejamento antecipado. Além disso, ser flexível com datas, aproveitar bloqueios de grupo, pacotes completos e promoções pontuais ainda são formas eficientes de reduzir custos e garantir melhores condições”, afirma.

Outro efeito observado no mercado é o crescimento da procura por viagens mais próximas e até mesmo por roteiros terrestres, principalmente dentro do próprio estado, como forma de driblar o impacto das tarifas aéreas.

“Sem dúvida. Já há uma tendência de maior procura por destinos regionais e viagens terrestres, que acabam sendo mais acessíveis e permitem manter a experiência de viagem mesmo com o cenário de alta nos preços”, ressalta Daniella.

Com a elevação dos custos no transporte aéreo, especialistas apontam que o planejamento financeiro passa a ser ainda mais importante para quem deseja viajar em 2026. A expectativa é que o comportamento do consumidor continue mais cauteloso nos próximos meses, especialmente em períodos de alta temporada.

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