Carnaval faz crescer ainda mais a procura
Jaqueline Gomes
Verão, férias escolares, recessos, momento certo para viajar. Nessa época, aumenta a procura por aluguéis de temporada, onde se juntam famílias e amigos e o custo acaba ficando mais acessível. Outra data em que também cresce este tipo de aluguel é no Carnaval.
Praia acaba sendo o passeio preferido de muitos petropolitanos, em especial Rio de Janeiro e Cabo Frio, tanto pela proximidade quanto pela beleza dos locais. Alguns também optam por cidades do interior de Minas Gerais, à procura de descanso. Em todos os casos, é preciso ter muita atenção na hora de alugar o imóvel para não ter problemas. Para garantir uma estadia sem imprevistos, é fundamental verificar contratos e avaliações antes de fechar uma reserva para que a folia ou o descanso não se tornem uma dor de cabeça.
O aluguel por temporada é mais versátil e flexível, além de possuir algumas particularidades. Por exemplo, o locador usualmente possui a prerrogativa de pedir o pagamento antecipado do aluguel que geralmente serve como garantia da operação e proteção ao locador. As legislações impõem que a locação por temporada jamais pode exceder o prazo de 90 dias.
No entanto, algumas precauções devem ser tomadas antes de fechar negócio. “A orientação é para fazer o negócio por uma imobiliária credenciada. Caso seja feito por alguma plataforma na internet, pesquisar nos comentários se alguém já teve problemas com a locação. No caso de particular já é mais complicado, o ideal é buscar informações com alguém que conheça o imóvel”, orienta o advogado especialista em direito imobiliário Rafael Duarte.
Uma das plataformas mais utilizadas para aluguéis de temporadas é a Airbnb. De acordo com o especialista “essa plataforma já está consolidada e, normalmente, cumpre o que promete. Além disso, caso dê algum problema, a pessoa tem como recorrer judicialmente, já que é uma empresa formalizada”, informa Rafael.
Mas, se, contudo, a pessoa cair em golpe, o advogado recomenda algumas providências. “Sugerimos, nesta hipótese, tirar fotos do local e sempre armazenar prints das conversas com os envolvidos. Além disso, vale uma reclamação formal por e-mail com os envolvidos, como forma de preservar futuramente os seus direitos na via judicial. Resumindo, todo esse acervo probatório será de grande valia para os prejudicados comprovarem o dano”, conclui.
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